Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 13 de fevereiro de 2026
Os Estados Unidos anunciaram, nesta sexta-feira (13), a concessão de duas licenças gerais que permitem a cinco multinacionais petrolíferas retomar operações na Venezuela sem a aplicação de sanções.
As beneficiárias são a americana Chevron, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell.
Segundo o anúncio, “todas as transações” dessas companhias relacionadas ao setor petrolífero venezuelano ficam autorizadas, assim como a celebração de contratos para “novos investimentos no setor de petróleo e gás” por empresas interessadas em abrir negócios no país sul-americano.
As duas novas licenças representam um passo importante na reabertura do setor petrolífero venezuelano, que estava submetido a sanções dos EUA desde 2019.
Após a derrubada, em 3 de janeiro, do ditador Nicolás Maduro, retirado do país por forças militares americanas, Washington anunciou imediatamente que só permitiria exportações de petróleo bruto do país sul-americano sob controle direto.
Os EUA já haviam imposto, desde dezembro, um bloqueio às exportações realizadas pela Venezuela por meio de “navios fantasma”, que passaram a ser submetidos a sanções.
O novo governo da presidente interina Delcy Rodríguez aceitou rapidamente negociar com o presidente americano Donald Trump e especialmente com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que supervisiona diretamente a situação.
Caracas aprovou uma nova lei de hidrocarbonetos que reforma substancialmente as limitações ao investimento estrangeiro, após anos de polêmicas envolvendo contratos não cumpridos, ações judiciais em instâncias internacionais e restrições impostas às multinacionais.
A Chevron era a única empresa americana que explorava, embora com dificuldades, o petróleo venezuelano por meio de uma licença dos EUA para contratos bastante específicos com a estatal PDVSA.
As duas novas licenças somam-se a outras autorizações recentes para a compra de equipamentos, instalação de estruturas no país, negociação de contratos com portos e aeroportos e a adoção de medidas que facilitam o investimento em um setor atualmente bastante debilitado.
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