Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Voltar Estados Unidos afirmam que as próximas quatro semanas serão cruciais para guerra na Ucrânia

Altos funcionários do governo americano dizem acreditar que as próximas quatro semanas moldarão o resultado final da guerra da Rússia na Ucrânia, com ramificações duradouras que influenciarão o desenho do mapa da Europa nas próximas décadas.

Embora as autoridades ainda esperem que a guerra seja longa e desgastante, eles dizem que é imperativo apressar a Ucrânia com o maior número possível de novas armas – especialmente artilharia de longo alcance e radar anti-artilharia – para impedir o novo avanço da Rússia na região de Donbas, no leste.

Refletindo o renovado senso de urgência, o presidente Joe Biden anunciou que os Estados Unidos enviarão à Ucrânia US$ 800 milhões adicionais em ajuda militar, o segundo pacote desse tipo em pouco mais de uma semana.

Biden disse que o último pacote de ajuda enviou “uma mensagem inconfundível” ao presidente da Rússia, Vladimir Putin: “Ele nunca conseguirá dominar e ocupar toda a Ucrânia”.

Em comentários na Casa Branca, o líder democrata disse que, embora os EUA anunciem muitos detalhes das armas que estão enviando para a Ucrânia, algumas elas serão mantidas em segredo.

O presidente pegou emprestado e modificou uma frase famosa de Theodore Roosevelt, dizendo que os EUA “falariam baixinho e carregariam um grande dardo”, uma referência à arma antitanque que os ucranianos usaram efetivamente contra os blindados russos.

Determinados a agir rapidamente, o secretário de Defesa Lloyd Austin III e o general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas conversaram com aliados em todo o mundo nesta semana e caracterizaram o próximo mês como crucial.

Sucesso limitado

Se a Rússia conseguir avançar no Leste, Putin estará melhor posicionado em casa para vender sua chamada “operação militar especial” como um sucesso limitado e alegar que garantiu proteção para a minoria pró-Rússia da Ucrânia, disseram autoridades americanas.

Ele poderia então buscar um cessar-fogo, mas seria encorajado a usar o Donbas como alavanca em qualquer negociação, disseram eles. Os funcionários falaram sob condição de anonimato para discutir questões operacionais.

Mas se os militares ucranianos puderem impedir o avanço da Rússia em Donbas, autoridades dizem que Putin terá de enfrentar uma escolha difícil: comprometer mais poder de combate em uma luta que pode se arrastar por anos ou negociar a sério nas conversações de paz.

A primeira opção pode significar uma mobilização nacional completa, dizem as autoridades, e é politicamente arriscada para o líder russo.

“A próxima fase da guerra será extremamente importante”, disse Peter Maurer, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que visitou a Ucrânia em março. “A escalada das hostilidades em Donbas e em todas as áreas afetadas pelo conflito armado é de extrema preocupação.”

No Pentágono esta semana, tanto Austin quanto o general Milley tiveram telefonemas ininterruptos e reuniões com aliados centrados em um tópico: armas. Austin conversou com seu colega romeno na segunda (18) e com o ministro da Defesa espanhol no dia seguinte. Na quarta (20), ele se reuniu com o ministro da Defesa polonês e, na quinta (21), com o tcheco.

Com todos os quatro, as discussões foram as mesmas, disseram autoridades: como enviar armas mais poderosas para a Ucrânia nas próximas semanas.

Após semanas de foco em armamentos antitanque e antiaéreos como Javelins e Stingers, os novos carregamentos da última semana incluíram artilharia de longo alcance, veículos táticos e sistemas de radar móvel para ajudar os ucranianos a detectar e destruir posições de artilharia russas.

Outros países estão enviando tanques, mais artilharia e mísseis antinavio.

Ponto crucial

O registro telefônico do general Milley esta semana parece uma lista de países com artilharia pesada e armamento: Austrália, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Portugal, Suécia e Turquia.

Um alto funcionário do Departamento de Defesa descreveu o mês seguinte como um ponto de virada crucial para a Rússia e a Ucrânia. Esta fase da batalha favorece ostensivamente a Rússia até certo ponto, já que as tropas russas se movem por terrenos mais abertos, em vez de ficarem atoladas nas cidades.

Mas o funcionário disse que o Pentágono acredita que, com as armas certas e uma continuação de alta moral e motivação, as forças ucranianas podem não apenas impedir o avanço russo, mas também reprimi-lo.

“Os russos estão em um estado enfraquecido do qual podem se recuperar com tempo suficiente e novos recrutas”, disse Evelyn Farkas, principal autoridade do Pentágono para a Rússia e a Ucrânia durante o governo Obama, quando a Rússia anexou a Península da Crimeia. “Portanto, é primordial atacá-los agora com tudo o que podemos dar aos ucranianos.”

Os atuais e ex-comandantes militares dos EUA com experiência na Ucrânia e na Europa concordaram.

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