Quarta-feira, 18 de maio de 2022

Quarta-feira, 18 de maio de 2022

Voltar Entenda por que o voto facultativo terá peso inédito na eleição deste ano

O Brasil possui quase 14 milhões de eleitores que só comparecerão aos locais de votação, em outubro, se quiserem. São pessoas com idades entre 16 e 17 anos e a partir dos 70 anos, com situação regular na Justiça Eleitoral e, para quem, o voto é facultativo.

Esse grupo representa 9,4% dos 148,3 milhões de eleitores aptos a votar no país, o maior percentual em um ano de eleição presidencial, segundo levantamento com base em dados consolidados até março deste ano pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O voto é obrigatório no Brasil para quem tem entre 18 e 70 anos incompletos. Pela lei, a partir do momento em que a pessoa completa 70 anos, o voto torna-se facultativo.

Até o momento, o TSE não disponibilizou as estatísticas do eleitorado com números consolidados até o fim de abril. Quando isso ocorrer, a tendência é que o peso do voto facultativo no total de eleitores aptos no País cresça.

Por dois motivos:

1)  o grande número de jovens de 16 e 17 anos que tiraram o primeiro título ao longo das últimas semanas, com dados, portanto, ainda não incluídos na base de dados do Tribunal;

2) o envelhecimento do eleitor, o que tem aumentado, progressivamente, a quantidade de eleitores mais velhos aptos a votar, como é o caso de quem 70 anos ou mais, grupo que compõe a maioria do voto facultativo potencial no Brasil.

De acordo com as Estatísticas do Eleitorado do TSE, em outubro de 2002, o Brasil possuía 8,8 milhões de eleitores de 16 e 17 anos e acima dos 70 anos, o que representava 7,6% do total de eleitores atos naquela eleição.

De lá pra cá, o total de eleitores aptos nessas faixas etárias cresceu 58% (um crescimento de 5,1 milhões de eleitores). No mesmo período, o total de eleitores aptos aumentou 29% (uma diferença de 33,1 milhões de eleitores).

Em números absolutos, a quantidade de eleitores aptos que poderiam votar ou não a cada pleito presidencial ultrapassou a marca de 10 milhões em 2006 (10,2 milhões) e superou 13 milhões em 2018, ano da última eleição presidencial.

Movimento parecido 

Por exemplo, no Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o crescimento do peso do voto facultativo em relação ao total de eleitores aptos se deu de forma parecida com o verificado nacionalmente.

Em março deste ano, o estado contabilizou cerca de 3 milhões de eleitores regulares com idades entre 16 e 17 anos e acima dos 70 anos, o que representa 9,2% dos 33 milhões de paulistas aptos ao voto.

Em 2002, esse grupo era composto por 1,6 milhão de eleitores, o equivalente a 6,5% do total (26,5 milhões).

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