Domingo, 23 de junho de 2024

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Voltar Empresas de Donald Trump receberam pelo menos US$ 7,8 milhões de 20 governos estrangeiros durante o período em que ele ocupou a Casa Branca; a maior parte do dinheiro veio da China

Documentos indicam que empresas de Donald Trump receberam pelo menos US$ 7,8 milhões de 20 governos estrangeiros durante o período em que ele ocupou a Casa Branca. O relatório divulgado pelos democratas da Câmara dos Deputados afirma que a maior parte do dinheiro veio da China.

As transações, detalhadas em um relatório de 156 páginas produzido pelos democratas do Comitê de Supervisão da Câmara, mostram evidências concretas de que o ex-presidente se envolveu no mesmo tipo de conduta que os deputados republicanos tentam demonstrar – até agora sem sucesso – que teria tido o presidente Joe Biden.

Usando documentos produzidos na Justiça, o relatório descreve como governos estrangeiros, incluindo adversários dos EUA, interagiram com as empresas de Trump quando ele era presidente. Eles pagaram milhões aos hotéis Trump International, de Washington e Las Vegas, à Trump Tower, na Quinta Avenida, em Nova York, e à Trump World Tower, no United Nations Plaza.

A Constituição dos Estados Unidos proíbe que um presidente aceite dinheiro, pagamentos ou presentes “de qualquer espécie” de governos e monarcas estrangeiros, a menos que ele obtenha “consentimento do Congresso”. O relatório constata que Trump nunca obteve sinal verde dos congressistas.

Contra-ataque

A bancada democrata da Câmara destacou as transações como uma resposta ao inquérito de impeachment dos republicanos contra Joe Biden, que tem procurado vinculá-lo a negócios feitos por seu filho Hunter antes de seu pai se tornar presidente, em uma tentativa de provar corrupção ou tráfico de influência. Até o momento, porém, eles não conseguiram encontrar qualquer irregularidade.

“Ao colocar seus interesses financeiros pessoais e as prioridades políticas de potências estrangeiras acima do interesse público dos EUA, o ex-presidente Trump violou tanto a Constituição quanto o precedente estabelecido e observado por todos os presidentes anteriores”, escreveu o deputado Jamie Raskin, líder democrata no Comitê de Supervisão.

Maiores gastadores

Entre os países que colocaram dinheiro no bolso de Trump, a China está no topo da lista, com US$ 5,5 milhões gastos em seus interesses comerciais. Esses pagamentos incluem milhões de dólares da Embaixada da China nos EUA, do Banco Industrial e Comercial da China e da Hainan Airlines. A Arábia Saudita foi o segundo maior gastador, desembolsando mais de US$ 615 mil na Trump World Tower e no Trump International Hotel.

Eric Trump, filho do ex-presidente, disse que o dinheiro de um banco chinês foi de um aluguel na Trump Tower datado de 2008, uma década antes de ele se tornar presidente. O deputado republicano James Comer criticou a comparação com Biden. “A diferença é que os negócios de Trump são legítimos. Os de Biden, não”, disse.

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