Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Voltar Emoções, conflitos e mediação privada

Nossa sociedade está cada vez mais coberta de conflitos, de todas as intensidades, formas e motivos. Mas, antes dos conflitos, algo os causou dentro de nós: as emoções. E, por muitas vezes, não sabemos nem diagnosticar nem como fazer para que ele, o conflito, não sofra um aumento, o que vamos dar o nome de escalada do conflito.

É fundamental citar o trabalho do neurocientista português António Damásio em sua obra, O Erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano, quando nos diz que as nossas emoções estão diante de um sistema automático, antecedendo a própria racionalidade.

É muito provável que as obscuridades do nosso cérebro sejam tamanhas que nunca tenhamos, em razão das nossas limitações individuais, a possibilidade de conhecê-las. Mas, como vivemos em sociedade, precisamos trabalhar com nossas emoções da melhor forma possível.

Dependendo da maneira como respondemos às nossas emoções, podemos criar conflitos. Estes fazem parte da nossa existência e têm, segundo Acland, suas fases: nascimento, crescimento e desenvolvimento, podendo morrer ou estacionar, cujas fases são coordenadas por nossas mentes.

Não podemos descartar que estamos vivendo em um mundo bastante conflituoso, onde, em 2018, o antropólogo americano Jamais Cascio criou o acrônimo, Mundo BANI (Brittle, Anxious, Nonlinear e Incomprehensible), traduzido como Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível.

Assim, trazemos a Mediação Privada como possibilidade, diante da vontade das pessoas de trabalharem de forma dialogada com seus conflitos. Somente por meio de uma boa comunicação é que os envolvidos podem, com a ajuda de uma equipe de profissionais que estudou e tem habilidades para lidar com tais situações, atingir o que o mediador, o psicólogo e o psicanalista argentino, idealizador da proposta da Mediação Emancipadora Responsável, Juan Carlos Vezzulla, chama de autonomia, onde os envolvidos têm a possibilidade de objetivar, com responsabilidade, as suas atitudes e decisões.

Podemos afirmar que, consoante a Mediação Privada, a escalada do conflito passa a ser devidamente controlada.

Mireza Faria Martí
Mediadora Privada e especialista em Psicologia Positiva
mirezamarti@gmail.com

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