Quinta-feira, 30 de maio de 2024

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Voltar Em represália a referendos e ameaças nucleares, União Europeia anuncia novas sanções contra a Rússia

A União Europeia propôs um novo pacote de sanções contra a Rússia. As medidas encaminhadas pelo bloco incluem a imposição de um teto para o preço do petróleo russo, além de medidas restritivas contra os responsáveis pelos referendos que buscam legitimar a anexação dos territórios ocupados no Donbas por Moscou. Este foi o oitavo pacote de sanções contra a Rússia desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que os referendos orquestrados pelo Kremlin sobre a adesão dos territórios à Rússia são uma tentativa ilegal de “tomar terras e mudar as fronteiras internacionais” à força. “Estamos determinados a fazer com que o Kremlin pague por mais essa escalada”, disse.

“O referendo fraudulento nos territórios que a Rússia ocupou são uma tentativa ilegal de tomar territórios e mudar fronteiras internacionais à força. Mobilização [de reservistas] e as ameaças de Putin usar armas nucleares são outros passos no caminho acirramento. Não aceitamos o referendo fraudulento ou qualquer tipo de anexação de terras ucranianas”, disse Ursula von der Leyen.

A represália almeja minar a capacidade do Kremlin de financiar a guerra, mas tem tido sucesso relativo, já que Moscou vem aumentando as vendas de combustíveis para países da Ásia, em especial Índia e China, para compensar as perdas.

O pacote de sanções proposto, que ainda precisa ser aprovado pelos 27 membros do bloco para começar a valer, privaria a economia russa de uma receita adicional de 7 bilhões de euros apenas no que se refere a proibição de exportações para os países europeus, disse von der Leyen, que também falou sobre o teto para o valor do petróleo russo.

“Um teto ao preço do petróleo ajudará a reduzir as receitas da Rússia, por um lado, e manterá o mercado global de energia estável, por outro. Neste pacote, estamos lançando as bases legais para esse teto de preço”, afirmou.

Para entrar em vigor, as iniciativas precisarão do aval dos 27 países-membros. Encabeçados pelo ultraconservador húngaro Viktor Orbán, alguns integrantes começam a questionar a eficácia das medidas e suas consequências, como o aumento dos preços dos combustíveis e da inflação.

Ainda assim, a expectativa é que o pacote receba o sinal verde antes de uma reunião informal dos líderes da UE marcada para os dias 6 e 7 em Praga. Segundo o responsável pela diplomacia europeia, Josep Borell, já há mais de 1.300 pessoas e entidades russas alvos de sanções europeias, mas as novas restrições afetarão funcionários do alto escalão do Ministério da Defesa e fornecedores de armas. Os líderes pró-Rússia nos territórios ocupados de Kherson e Zaporíjia, no Sul, e Donestk e Luhansk, no Leste, onde ocorreram os referendos desta semana, também serão alvo das medidas.

Os ministros disseram que imporiam o limite ao impedir que seguradoras ou companhias de navegação ajudem a Rússia a vender petróleo a preços acima do limite estabelecido.

No plano proposto por von der Leyen, há também a recomendação de proibição de cidadãos da UE que participem dos órgãos administrativos de empresas russas, dizendo que “a Rússia não deve se beneficiar do conhecimento e da experiência” dos europeus. Pessoas que ajudem a Rússia a contornar as sanções também podem enfrentar sanções, de acordo com a proposta.

Desde que Putin autorizou a invasão da Ucrânia, a Comissão Europeia autorizou uma série de sanções contra Moscou. Bancos, empresas e mercados foram atingidos – até mesmo partes do setor de energia – com congelamentos de ativos e proibições de viagens impostas a mais de 1.200 funcionários.

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