Quinta-feira, 30 de junho de 2022

Quinta-feira, 30 de junho de 2022

Voltar Em meio à crise do streaming, Netflix demite 150 funcionários

Depois de perder usuários pela primeira vez em mais de uma década, a Netflix confirmou nesta semana a demissão de 150 funcionários em algumas sedes da empresa.

Segundo o serviço de streaming, a maioria dos cortes foi nos Estados Unidos, sem esclarecer quais outros países também foram afetados. A Netflix não informou se algum colaborador no Brasil foi desligado. Nos Estados Unidos, os cortes representam cerca de 2% da força de trabalho da empresa no país.

O mais recente relatório financeiro da companhia, divulgado no final de abril, revelou uma queda de 200 mil assinantes na plataforma, número que reflete a suspensão do serviço de streaming na Rússia, por conta da guerra, e a competição de mercado com outros serviços, como Disney+, por exemplo. Desde então, a Netflix afirmou que seria necessário ajustar um corte de gastos e já demitiu funcionários de seu site voltado para fãs, o Tudum.

“Nosso crescimento de receita mais lento significa que também estamos tendo de diminuir o crescimento de custos como empresa”, disse um porta-voz da Netflix, em comunicado. “Essas mudanças são impulsionadas principalmente pelas necessidades de negócios e não pelo desempenho individual, o que as torna especialmente difíceis”, afirmou.

Várias áreas teriam sido atingidas, como a divisão de criação de séries e filmes. De acordo com as informações, as demissões envolveram desde assistentes até diretores importantes dentro da empresa.

Nos dias seguintes ao balanço financeiro, a queda das ações na Bolsa de Valores americana cortou cerca de um terço do valor de mercado da Netflix.

Perda de assinantes

A Netflix anunciou perda de assinantes pela primeira vez em mais de 10 anos, com os números do primeiro trimestre de 2022 colocando fim a uma sequência de recordes e sucessos. De acordo com os dados financeiros da empresa, 200 mil pessoas deixaram de ser membros do serviço entre janeiro e março deste ano em todo o mundo.

A previsão é de quedas ainda maiores, com o resultado financeiro apontando que a baixa no número de assinantes pode ser de até dois milhões no período corrente, que se encerra em junho. Para a companhia, isso é reflexo do fim do isolamento social causado pela pandemia da covid-19 e, em parte, do compartilhamento de contas entre os usuários. A expectativa, porém, era de crescimento na casa dos 2,5 milhões de membros, menos de metade que o que foi obtido no mesmo trimestre em 2021.

 

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