Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Voltar Eduardo Leite diz a presidente do PSD que vai ficar no PSDB

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), decidiu não aceitar o convite do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para trocar de legenda.

O tucano foi convidado pelo dirigente para concorrer ao Palácio do Planalto pela sigla, mas resolveu ceder aos apelos dos colegas do PSDB, que fizeram diversos apelos para evitar a troca de partido. A decisão foi comunicada neste domingo (27), por Leite a Kassab em uma conversa por telefone.

O gaúcho marcou um pronunciamento para a tarde desta segunda-feira (28), em Porto Alegre, onde vai comentar sobre a decisão e anunciar a saída do governo do Rio Grande do Sul.

Mesmo assim, Kassab afirmou que o PSD ainda vai ter candidatura própria à Presidência e descarta apoiar outro partido no primeiro turno. Ele evitou mencionar nomes, mas nas últimas semanas o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung (PSD) era citado por Kassab como alternativa presidencial junto com Leite. “Vamos iniciar agora a discussão, assim como foi com o Rodrigo Pacheco, com Eduardo Leite”, disse ao Estadão.

É a segunda recusa que Kassab recebe para um convite de concorrer ao Planalto. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), era a opção anterior, mas decidiu não concorrer ao cargo e focar no comando da Casa Legislativa.

O governador do Rio Grande do Sul chegou a sinalizar que trocaria de partido. Mesmo os aliados que queriam evitar a saída reconheceram que Leite ficou seduzido pela proposta de Kassab.

A permanência do governador no PSDB foi articulada por caciques do partido, como o senador Tasso Jereissati (CE) e o deputado Aécio Neves (MG). Há duas semanas, diversos nomes expressivos do PSDB assinaram uma carta apelando para que o governador não fosse para o PSD.

Os tucanos aliados do gaúcho alertaram para os sinais dúbios que Kassab tem emitido, como os vários acenos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a falta de unidade dos membros da legenda, onde uma parte apoia o PT e outra apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL). Mesmo defendendo uma alternativa aos dois candidatos, o presidente do PSD já chegou a afirmar que apoiaria Lula caso o seu partido fique fora do segundo turno.

Leite perdeu as prévias presidenciais tucanas para o governador de São Paulo, João Doria, em novembro do ano passado, mas aliados do gaúcho ainda tentam fazer com que ele seja a opção do partido para concorrer a presidente. Mesmo com a prévia, o candidato presidencial tucano só será oficializado durante a convenção do partido, que vai acontecer entre julho e agosto.

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