Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 22 de janeiro de 2026
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “não tem a opção de ir contra” a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao podcast Santa Política, ligado ao Jornal Razão, Eduardo também disse que o chefe do Executivo paulista “era, até ontem, um servidor público desconhecido da sociedade” que foi eleito com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura. E depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro. Se ele tentar qualquer medida para fazer alguma coisa diferente e sair candidato, no barato ele vai se equiparar a João Doria”, disse.
“Ele nem tem muito o que aceitar, porque é difícil você mudar essa conduta [de escolha da candidatura de Flávio Bolsonaro]”, prosseguiu.
Na ocasião, Eduardo também disse que a eleição seria “polarizada” entre o senador e o presidente Lula. A declaração foi feita após o governador cancelar a visita que faria nesta quinta a Bolsonaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como “Papudinha”. O encontro chegou a ser confirmado pelo governador na terça-feira (20), mas foi cancelado horas depois, sob a alegação de que ele já tinha agendamentos em São Paulo. No entanto, na agenda desta quinta, não foram divulgados compromissos públicos e, segundo a assessoria pessoal dele, ele terá apenas despachos internos.
O cancelamento, por sua vez, foi anunciado após Flávio dizer que o encontro teria como objetivo reforçar ao governador a orientação para ele disputar a reeleição. A declaração teria irritado Tarcísio, que, segundo interlocutores, ainda sonha em concorrer ao Palácio do Planalto, e, ao mesmo tempo, afirma que irá apoiar Flávio, mas “no momento certo”.
A situação também produziu uma onda de reações de lideranças bolsonaristas. Nos bastidores, parlamentares bolsonaristas classificaram como “estranha” a decisão de recuar em meio ao clima de disputa na direita. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que “espera” que o cancelamento não tenha sido provocado por um “motivo eleitoral”. Já o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que considera “normal” a pressão feita pela candidatura presidencial do governador, mas disse que ele “jamais ficará contra Bolsonaro”.
Enquanto o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse que o anúncio de Flávio como postulante ao Planalto “não empolgou a direita” e que “não tem musculatura” para enfrentar Lula. O líder religioso defende uma chapa liderada por Tarcísio e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na vice. (Com informações do jornal O Globo)
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