Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 10 de fevereiro de 2026
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nesta terça-feira (10) que o mundo está “sedento” por uma “virada à direita menos ideológica e mais tradicional”. A declaração ocorreu no contexto da repercussão internacional da entrevista do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à mídia francesa na qual acusou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“No Oriente Médio virou notícia em hebraico e árabe; na França também está na mídia em francês, inglês e espanhol. O mundo está sedento por uma virada à direita, racional, lógica, menos ideológica e mais tradicional focada naquilo que já deu certo e respeita nossas culturas”, escreveu Eduardo nas redes sociais.
A entrevista de Flávio ao canal francês CNews ocorreu na segunda-feira. Na ocasião, o senador afirmou que o presidente da França, Emmanuel Macron, é de “extrema incompetência” e viaja ao Brasil para “tirar fotos abraçando árvores na Amazônia”.
Com ataques a adversários políticos e ao Supremo Tribunal Federal, o pré-candidatura à Presidência disse que o Brasil “não vive uma democracia plena” e que o pai, Jair Bolsonaro, foi condenado por “inimigos”.
Na entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil “precisa ser salvo com propostas modernas”. O senador citou o escândalo de desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e tentou vinculá-lo a Lula. Ele também ressaltou esperar que os dois países tenham novos chefes de Estado no próximo ano e chamou Macron de “incompetente”.
“O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda. Assim como a França, acredito, não aguenta mais um mandato de um governo de extrema incompetência como o de Emmanuel Macron, que tem feito tanto mal a este país”, afirmou o senador, em referência ao pleito francês de 2027, do qual o atual presidente não poderá participar.
A apresentadora Christine Kelly apresentou Flávio como o “favorito” para a eleição presidencial de 2026, mas ressalvou que ele aparece em segundo lugar nas pesquisas. Questionado por duas vezes por que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou o ministro do STF Alexandre de Moraes do rol de sancionados pela Lei Magnitsky, o senador minimizou o recuo.
“O presidente Trump sabe que o Brasil tem uma posição muito estratégica na geopolítica mundial hoje. Por isso, precisa ter boas relações com o Brasil, independente de quem seja o presidente da República”, afirmou.
O ex-deputado cobrou engajamento de bolsonaristas e integrantes do espectro político da direita na pré-candidatura de Flávio. Os filhos de Jair Bolsonaro viajaram ao exterior no começo deste ano para consolidar o nome do senador como uma liderança alinhada à direita conservadora internacional e impulsioná-lo na corrida ao Planalto, em meio a atritos sobre uma possível pulverização de candidaturas da oposição em 2026. (Com informações de O Globo)
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