Sexta-feira, 24 de maio de 2024

Sexta-feira, 24 de maio de 2024

Voltar É falso que o governo vai controlar os aparelhos dos brasileiros usando o aplicativo Celular Seguro

O atual secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, afirmou que o governo federal não vai controlar ou espionar os dispositivos dos brasileiros que aderirem a plataforma Celular Seguro, serviço de bloqueio remoto lançado na última semana.

Cappelli classificou essa possibilidade como “terraplanismo e teoria da conspiração”. O secretário-executivo também garantiu a segurança de todo o novo mecanismo, que bloqueia celulares roubados, furtados ou perdidos.

“A nossa consultoria jurídica é feita por servidores da Advocacia Geral da União. Ela foi muito rigorosa na adesão dos bancos. Todas as empresas tiveram que assinar um conjunto de documentos se comprometendo com a LGPD. Saiu a notícia de que o Flávio Bolsonaro elogiou a iniciativa. Eles sabem que é uma boa ideia e que vai funcionar. Na luta política, inventam essas maluquices”, afirmou Ricardo Cappelli.

Cappelli também expôs que o serviço já teve a adesão de 480 mil pessoas. Além disso, mais empresas procuraram o Ministério da Justiça, responsável pela plataforma, para participar do projeto. O sistema está rodando sem problemas, garantiu.

O projeto Celular Seguro usa o CPF do usuário, o número de celular e o IMEI do smartphone para informar as empresas que houve um registro de furto, roubo ou perda relacionado a um determinado aparelho. Após isso, as companhias tomam as devidas providências.

Cappelli citou que a maioria dos bancos tem um tempo entre 10 e 30 minutos para adotar alguma medida. A ideia inicial é bloquear o acesso a todos os aplicativos financeiros e de dados do celular, além do bloqueio do IMEI, impedindo a conexão com uma rede.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça também comentou que a Meta disse não ter condição neste momento de assumir um compromisso com bloqueio ou mesmo suspensão temporária das contas do WhatsApp, Instagram e Facebook.

A posição da Meta decepcionou os responsáveis pelo projeto. Por fim, Cappelli disse que vai buscar convencer as gigantes da tecnologia como Apple, Google e Samsung a participarem diretamente nessa iniciativa. Inicialmente, o foco foi na Febraban e em fintechs.

Sucesso

A plataforma Celular Seguro ultrapassou a marca de 500 mil cadastros de usuários três dias após o lançamento, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O app é gratuito e pode ser acessado pelo site Celular Seguro do Ministério da Justiça e Segurança Pública ou nas lojas de aplicativos online.

No Google Play Store, para celulares com sistema operacional Android, foram feitos 465.150 mil downloads. Em aparelhos iPhone (sistema iOS) foram contabilizados 194 mil downloads. Com isso, o aplicativo foi o mais baixado do país por dois dias seguidos.

O ministério afirma que não há a opção de bloqueio temporário. Caso o aparelho seja recuperado, o usuário terá que entrar em contato com a operadora de telefonia e com os demais parceiros do Projeto Celular Seguro, como bancos e aplicativos, para reativar os acessos.

O aplicativo não acessa nenhum dado que esteja no telefone do usuário, nem envia e-mails ou links para que o usuário acesse a plataforma.

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