Sexta-feira, 27 de março de 2026

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Voltar Dólar sobe e fecha a R$ 5,25 com indecisão sobre cessar-fogo e prévia da inflação; Bolsa brasileira cai

O dólar fechou em alta de 0,69% nesta quinta-feira (26), cotado a R$ 5,2561. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 1,45%, aos 182.733 pontos. O desempenho dos mercados foi influenciado, principalmente, pela incerteza em relação ao conflito no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda não sabe se pretende avançar em um acordo com o Irã, o que aumentou a cautela entre investidores.

Na véspera, autoridades iranianas haviam rejeitado uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos e indicaram uma contraproposta. As sinalizações divergentes contribuíram para a volatilidade global, com impacto direto nos preços do petróleo e nos mercados acionários.

Por volta das 17h, o barril do petróleo Brent, referência internacional, avançava 5,29%, negociado a US$ 107,63. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 4,37%, a US$ 94,27. A alta da commodity reforça preocupações com inflação e crescimento econômico em diversos países.

No Brasil, outro fator relevante foi a divulgação do IPCA-15 de março, considerado uma prévia da inflação oficial. O índice subiu 0,44% no mês, acima das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,29%.

No acumulado de 12 meses, o indicador registrou avanço de 3,9%, desacelerando em relação aos 4,1% observados até fevereiro. Apesar da desaceleração anual, o resultado mensal acima do esperado reforça a percepção de que a inflação segue pressionada.

O cenário inflacionário, combinado com a alta das commodities no mercado internacional, pode influenciar a condução da política monetária. A avaliação predominante entre analistas é de que o Banco Central do Brasil tende a adotar postura mais cautelosa, mantendo a taxa básica de juros em patamar elevado por mais tempo.

A combinação entre tensões geopolíticas e dados econômicos domésticos contribuiu para o movimento de aversão ao risco observado ao longo do dia, com queda das bolsas e valorização do dólar frente a moedas emergentes.

No cenário internacional, as negociações entre Estados Unidos e Irã seguem indefinidas. Um plano de paz com múltiplos pontos foi apresentado por Washington, incluindo restrições ao programa nuclear iraniano e ao desenvolvimento de mísseis. O governo iraniano, no entanto, rejeitou os termos e apresentou condições próprias, como o fim das ofensivas e compensações pelos danos causados.

Diante desse impasse, investidores permanecem atentos aos desdobramentos do conflito e aos seus possíveis efeitos sobre a economia global, especialmente no mercado de energia.

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