Quarta-feira, 08 de abril de 2026

Quarta-feira, 08 de abril de 2026

Voltar Dólar sobe e fecha a R$ 5,15; Bolsa brasileira tem leve alta

O dólar encerrou nesta terça-feira (7) em leve alta de 0,17%, cotado a R$ 5,1549, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou com avanço marginal de 0,05%, aos 188.259 pontos. O desempenho dos mercados foi influenciado, sobretudo, pela escalada das tensões no Oriente Médio.

O foco dos investidores segue voltado para o prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo.

Na segunda-feira, Trump classificou a reabertura da rota como uma “prioridade muito grande”, após anteriormente minimizar a relevância do tema nas negociações. Já nesta terça, o tom foi endurecido, com declarações de que “toda uma civilização morrerá” caso não haja acordo. Em resposta, o governo iraniano afirmou que as falas representam incitação a crimes de guerra e até genocídio.

Em meio à escalada retórica, o Paquistão solicitou que o prazo seja prorrogado por duas semanas, numa tentativa de evitar uma ofensiva militar norte-americana. A sinalização ajudou a reduzir a aversão ao risco ao longo do dia, contribuindo para que o Ibovespa revertesse perdas e encerrasse no campo positivo.

Apesar do ambiente de tensão, o petróleo registrou queda nesta sessão. Por volta das 17h, o barril do tipo Brent recuava 2,66%, cotado a US$ 106,72 — ainda em patamar considerado elevado. A volatilidade da commodity continua sendo um dos principais vetores de preocupação para economias ao redor do mundo.

No Brasil, a alta acumulada do petróleo tem pressionado os preços dos combustíveis, levando o governo federal a anunciar um pacote de medidas emergenciais para conter os impactos. As ações devem vigorar, ao menos, entre abril e maio, e incluem iniciativas voltadas ao diesel, ao gás liquefeito de petróleo (GLP) e ao querosene de aviação (QAV).

Entre as medidas, está a zeragem de PIS/Cofins para as companhias aéreas, com impacto estimado de redução de R$ 0,07 por litro de combustível. Também foi autorizada a prorrogação do pagamento das tarifas de navegação aérea, que serão quitadas apenas em dezembro.

O pacote prevê ainda a abertura de duas linhas de crédito, com destaque para uma linha financiada pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que poderá disponibilizar até R$ 2,5 bilhões por empresa para reestruturação financeira. Os financiamentos serão operados pelo BNDES ou por instituições habilitadas.

No caso do diesel, o governo anunciou uma subvenção total de R$ 1,52 por litro, somando o novo subsídio de R$ 1,20 a um benefício anterior de R$ 0,32. A medida terá custo estimado de R$ 4 bilhões, dividido entre União, estados e Distrito Federal.

O setor aéreo já alerta para possíveis impactos nas tarifas, que podem subir até 20% diante da alta do combustível. Enquanto isso, o governo busca alternativas para amortecer os efeitos sobre consumidores e empresas, em meio a um cenário global ainda marcado por forte instabilidade.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário
0 0 votos
Classificação do artigo
Verificação de Email (apenas uma vez)

Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Embalos & Loterias