Terça-feira, 23 de julho de 2024

Terça-feira, 23 de julho de 2024

Voltar Dólar recua e fecha abaixo de R$ 5,05 pela 1ª vez desde fevereiro

O dólar fechou a sessão dessa quarta-feira (5) em queda, de olho em dados mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos. Declarações de autoridades sobre o novo arcabouço fiscal brasileiro também estiveram na mira.

A moeda norte-americana recuou 0,66%, cotada a R$ 5,0488, no menor patamar desde o começo de fevereiro.  Na véspera, o dólar teve alta de 0,23%, cotada a R$ 5,0823. Com o resultado, a divisa passou a acumular perdas de 0,40% no mês e de 4,34% no ano.

Mercados

No exterior, as atenções estiveram em números de março do desempenho da atividade do setor de serviços nos Estados Unidos, medidos pela S&P Global e pelo ISM. Os indicadores ficaram no radar à medida que agentes financeiros buscam pistas sobre o rumo da política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços dos EUA medido pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) caiu para 51,2 em março, de 55,1 em fevereiro. A queda foi bem maior do que o esperado pelo mercado que, segundo a agência de notícias Reuters, esperava que o indicador ficassem em 54,5 no mês passado.

Já o PMI de serviços e o composto, medidos pela S&P Global, por sua vez, ficaram em 51,8 e 50,7, respectivamente, ambos abaixo das estimativas do mercado.

Ainda na agenda de indicadores, os empregadores do setor privado dos Estados Unidos contrataram muito menos trabalhadores do que o esperado em março, sugerindo que o mercado de trabalho estava esfriando. Foram abertos 145 mil postos de trabalho no setor privado no mês passado, mostrou o relatório de Emprego Nacional da ADP nessa quarta. Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 200 mil vagas.

Os dados de fevereiro foram revisados para mostrar que 261 mil postos de trabalho foram abertos, em vez de 242 mil conforme relatado anteriormente. O mercado de trabalho está desacelerando à medida que os custos de empréstimos mais altos diminuem a demanda na economia.

Na zona do euro, as leituras dos PMIs foram mais positivas. O PMI composto do bloco subiu a 53,7 em março. A alta, contudo, veio abaixo dos 54,1 pontos registrados no dado preliminar.

Se os dados sugerem robustez da atividade, eles também indicam que o Banco Central Europeu (BCE) seguirá aumentando os juros básicos da zona do euro, segundo avaliação do economista-chefe da Pantheon Macroeconomics para o bloco, Claus Vistessen, para a agência Reuters.

No Brasil, as atenções ficaram voltadas para eventuais falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Pela manhã, o banqueiro central afirmou que a proposta de arcabouço fiscal apresentada pela área econômica do governo é “superpositiva” e evita uma trajetória “explosiva” para a dívida pública.

“Outro ponto importante, acho que é reconhecer o grande esforço que o ministro [da Fazenda] Haddad tem feito, que o governo tem feito. Eu acho que o que foi anunciado até agora elimina um risco de cauda, para aqueles que achavam que a dívida poderia ter uma trajetória mais explosiva”, declarou o presidente do Banco Central.

Ele ponderou, entretanto, que é preciso aguardar a avaliação da proposta pelo Congresso Nacional, para ver se haverá alterações, e sua subsequente aprovação. “Nossa avaliação é superpositiva, reconhecemos o esforço. Vamos ver aí com vai se passar o processo de aprovação no Congresso, se vai ter alguma modificação”, acrescentou Campos Neto.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo anunciará uma nova rodada de medidas que podem gerar incremento anual superior a 100 bilhões de reais aos cofres federais, citando a restrição de um benefício fiscal dado a empresas, além de tributação das apostas esportivas online e das vendas de comércio eletrônico que classificou como contrabando.

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