Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Voltar Dólar fecha no menor nível desde maio de 2024 e bolsa brasileira recua

O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (29) em queda de 0,22%, cotado a R$ 5,1940, no menor patamar de fechamento desde maio de 2024. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também terminou o dia no campo negativo. Após atingir uma nova máxima intradiária, próxima dos 186 mil pontos, o índice recuou e fechou em baixa de 0,84%, aos 183.134 pontos.

Com o encerramento da chamada “Superquarta”, quando foram divulgadas as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, os mercados passaram a direcionar a atenção para novos indicadores econômicos. Na véspera, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros americana no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto o Banco Central do Brasil decidiu manter a Selic em 15% ao ano.

No cenário doméstico, a agenda econômica trouxe os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil criou 1,279 milhão de empregos formais em 2025. Os números ajudam a calibrar as expectativas para a atividade econômica no início de 2026 e são observados pelo mercado como um dos fatores que podem abrir espaço para cortes graduais na taxa básica de juros.

Nos Estados Unidos, um dia após a decisão do Fed, o presidente Donald Trump voltou a pressionar publicamente a autoridade monetária. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que Jerome Powell não teria justificativa para manter os juros em nível elevado, alegando que a decisão prejudica a economia americana, gera custos bilionários e afeta a segurança nacional.

Além disso, investidores acompanharam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e os dados da balança comercial, indicadores considerados relevantes para avaliar o ritmo da economia americana. A temporada de balanços corporativos também permaneceu no radar.

Decisões de juros

Na reunião de quarta-feira, o Fed interrompeu uma sequência de três cortes consecutivos ao manter a taxa básica no menor nível desde setembro de 2022. No comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) destacou que o mercado de trabalho segue com criação moderada de vagas, enquanto a inflação permanece ligeiramente acima da meta, justificando a postura cautelosa.

Em entrevista, o presidente do Fed indicou que novos cortes não devem ocorrer no curto prazo. Para o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, a economia dos Estados Unidos ainda apresenta resiliência. Segundo ele, dados do terceiro trimestre de 2025 apontaram crescimento consistente, impulsionado pelo consumo das famílias, exportações e gastos do governo.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de iniciar um ciclo de cortes já na próxima reunião, em março, caso o cenário de inflação se confirme. O BC, no entanto, reforçou que a política monetária seguirá em patamar restritivo e que qualquer redução será feita de forma gradual.

Atualmente, a Selic está no maior nível em quase duas décadas. Em julho de 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa chegou a 15,25% ao ano. Desde o ano passado, integrantes do governo federal defendem a redução dos juros, argumentando que taxas elevadas encarecem o crédito, desestimulam o consumo e os investimentos e acabam freando a atividade econômica.

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