Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Voltar Dólar cai e fecha cotado a 4 reais e 61 centavos, o segundo menor valor em 2 anos

O dólar fechou em queda de 1,03%, cotado a R$ 4,6194, nesta quarta-feira (20), véspera de feriado. Esse foi o segundo menor valor da moeda em dois anos. A queda percentual também foi a mais intensa desde 4 de abril, quando a cotação recuou 1,27%.

O dólar liderou os ganhos entre as principais divisas emergentes, beneficiada por fluxos em busca de retorno mais alto e com risco controlado.

Com o resultado, a moeda passou a acumular baixa de 2,94% na parcial do mês. No ano, tem queda de 17,14% frente ao real.

Mercados

No exterior, os mercados seguem pautados pelas renovadas apostas de juros mais altos nos Estados Unidos, em meio à inflação em disparada e de um menor crescimento da economia global.

“O conflito russo-ucraniano continua a se arrastar, dificultando uma descompressão mais consistente dos preços do petróleo e de diversas outras commodities industriais e agrícolas”, destacou a LCA Consultores, avaliando como significativa a probabilidade de um aperto monetário maior e mais rápido nas principais economias.

No campo doméstico, o cenário fiscal voltou para os holofotes, com as discussões sobre o modelo de reajuste para o funcionalismo afetando os negócios. Diante da pressão de algumas carreiras após insatisfação com o reajuste proposto de 5%, o Executivo sinalizou a possibilidade de novas mudanças em sua proposta.

Os investidores seguem de olho também nos próximos passos do Banco Central, depois que o resultado de março do IPCA veio acima do esperado e colocou em xeque a perspectiva de encerramento do ciclo de aperto monetário em maio, aumentando as apostas de que a taxa básica de juros (Selic) poderá ser elevada em 2022 para além de 13% ao ano.

Juros mais altos no Brasil e o diferencial e relação aos juros de outros países tornam a moeda local mais interessante para investidores que buscam rendimento em ativos mais arriscados.

Bolsa de Valores

A bolsa brasileira fechou em baixa seguindo as bolsas americanas, onde os índices viram a tendência de queda se fortalecer após a publicação do Livro Bege pelo Federal Reserve (Fed), que reforçou preocupações com a inflação no país.

O forte recuo das ações da Vale, com menos 2,60%, e das siderúrgicas também pesaram sobre o principal índice da Bolsa. O movimento baixista repercutiu a prévia operacional da mineradora e o balanço da Usiminas, esta com menos 6,34%, ambos abaixo do consenso de mercado.

A sessão ainda foi marcada pelo desmonte de posições, com muitos investidores buscando liquidez antes do feriado de 21 de abril, que terá a B3 fechada, com as negociações retomando nesta sexta-feira (22).

O Ibovespa caiu 0,62%, aos 114.345 pontos, após oscilar entre 113.945 e 115.056 pontos. O volume financeiro foi de R$ 25,5 bilhões.

Os destaques positivos ficaram com as ações ordinárias e preferenciais do tipo Bda Eletrobras que subiram, respectivamente, 4,60% e 3,94%, seguidas pelas ações da Rumo, com ganho de 4,61%.

As ações da estatal dispararam depois que ministros do TCU pediram que Vital do Rêgo reconsidere o prazo de 60 dias para se debruçar sobre o processo de desestatização.

As ações da Natura e da Cogna foram os destaques negativos da sessão, recuando, respectivamente, 15,58% e 7,32%, seguidas das ações da Usiminas, com perdas de 6,34%. Os papéis da Natura despencaram após rumores de que o balanço do primeiro trimestre da companhia havia vazado.

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