O dólar fechou em queda de 1,01% nesta quarta-feira (8), cotado a R$ 5,1028, o menor valor em dois anos. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 5,0654. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 2,09%, aos 192.201 pontos, atingindo um novo recorde histórico.
O movimento foi influenciado pelo aumento do apetite por risco no mercado global, após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. Apesar de ainda considerado frágil, o acordo ajudou a reduzir parte das tensões no Oriente Médio e impactou diretamente os preços de ativos internacionais.
Um dos principais fatores foi a reabertura do Estreito de Ormuz, importante corredor para o transporte global de petróleo. A normalização parcial do fluxo na região provocou queda acentuada nos preços da commodity.
Por volta das 16h, o petróleo tipo Brent, referência internacional, recuava 11,06%, cotado a US$ 97,18 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caía 14,25%, para US$ 96,86.
O cessar-fogo foi confirmado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, pelo governo iraniano e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador das negociações.
Há previsão de um novo encontro diplomático em Islamabad, capital paquistanesa, na sexta-feira (10), com o objetivo de avançar em um acordo mais duradouro. No entanto, o cenário segue instável. Ao longo desta quarta-feira, foram registrados novos episódios de violência em regiões como o Líbano, ilhas iranianas e países do Golfo Pérsico.
Diante dessas ocorrências, o Irã afirmou que o cessar-fogo foi rompido, e houve novo fechamento do Estreito de Ormuz. Mesmo assim, os mercados mantiveram o movimento positivo ao longo do dia.
No cenário internacional, investidores também repercutiram a ata mais recente do Federal Reserve, referente à reunião realizada em março. O documento indica que parte dos dirigentes considera a possibilidade de elevar os juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2%, especialmente em um contexto de pressão nos preços de energia.
“Alguns participantes julgaram haver um forte argumento” para indicar que ajustes para cima na taxa de juros podem ser necessários, segundo a ata.
Por outro lado, a maioria dos dirigentes ainda avalia que há espaço para cortes, caso o conflito no Oriente Médio afete o crescimento econômico e o mercado de trabalho. O documento aponta preocupação com a possibilidade de desaceleração da atividade combinada com inflação elevada.
Na reunião de março, o Fed manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75%, sinalizando cautela diante das incertezas. A autoridade monetária indicou que aguarda maior clareza sobre o equilíbrio entre riscos inflacionários e de desaceleração econômica.
O cenário global segue marcado por volatilidade, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e às decisões de política monetária das principais economias.
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