Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Voltar Dólar cai a R$ 5,18, menor valor em 21 meses; Ibovespa renova recorde

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 2,03% nesta quarta-feira (11), aos 189.699 pontos, renovando o recorde histórico de fechamento. Durante o pregão, o índice superou pela primeira vez a marca dos 190 mil pontos. O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,1869, no menor nível desde maio de 2024.

Na semana, a moeda norte-americana acumula recuo de 0,64%. No mês, a queda é de 1,16%, e, no ano, de 5,50%. Já o Ibovespa registra alta acumulada de 1,63% na semana, avanço de 2,52% no mês e valorização de 15,39% em 2025.

O desempenho dos mercados reflete, segundo analistas, o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil, em meio à reorganização de carteiras por gestores globais e ao aumento da exposição a mercados emergentes.

Entre os destaques do pregão estiveram ações de grandes exportadoras de commodities. Os papéis da Petrobras e da Vale subiram mais de 3% e contribuíram para a alta do índice.

No cenário doméstico, investidores acompanharam a divulgação de pesquisa eleitoral Quaest, que apontou redução na diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Segundo o levantamento, Lula aparece com 43% das intenções de voto, ante 38% de Flávio Bolsonaro. Em janeiro, a diferença era de sete pontos percentuais, e, em dezembro, de dez.

Para agentes do mercado, o resultado foi interpretado como indicativo de maior competitividade eleitoral, o que influenciou as expectativas em relação ao cenário político e fiscal.

No exterior, dados da economia norte-americana também estiveram no radar. O relatório de emprego (payroll) mostrou a criação de 130 mil vagas em janeiro, acima da expectativa de cerca de 70 mil. A taxa de desemprego recuou para 4,3%, enquanto os salários avançaram 0,41% no mês e 3,71% em 12 meses.

Os números reforçam a percepção de que a economia dos Estados Unidos segue aquecida, o que pode levar o Federal Reserve (Fed) a adiar o início do ciclo de cortes de juros. Em geral, a perspectiva de juros elevados por mais tempo tende a pressionar ativos de risco, mas parte dos investidores avaliou positivamente os sinais de atividade econômica robusta.

No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o cenário de incertezas internas e externas recomenda cautela antes de iniciar a redução da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano. O mercado, contudo, ainda projeta o início do ciclo de cortes em março.

Investidores também reagiram a balanços corporativos. A TIM informou lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2024 e acima das estimativas do mercado. As ações da companhia avançaram, acompanhando o movimento positivo da Bolsa.

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