Sexta-feira, 10 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 9 de abril de 2026
O dólar fechou em queda de 0,78% nesta quinta-feira (9), cotado a R$ 5,0629 — o menor valor em dois anos. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 1,52%, aos 195.129 pontos, renovando o recorde histórico de fechamento.
Com o resultado, a moeda norte-americana acumula baixa de 1,87% na semana, recuo de 2,24% no mês e desvalorização de 7,76% no ano. Já o Ibovespa registra alta de 2,23% na semana, avanço de 2,55% no mês e ganhos de 19,31% em 2026.
O desempenho dos mercados ocorre em meio à continuidade das tensões no Oriente Médio, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O acordo, firmado há dois dias, é considerado frágil por analistas e autoridades, diante de relatos de violações e novos episódios de conflito.
Durante a trégua, o Irã afirmou que ilhas do país foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram ofensivas com mísseis e drones atribuídas a Teerã. Nesta quinta-feira, Israel voltou a bombardear alvos em território libanês, elevando as incertezas sobre a estabilidade da região.
O cenário geopolítico pressiona o mercado internacional de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte da commodity. Por volta das 16h, o barril do Brent avançava 2,59%, cotado a US$ 97,20. Mais cedo, chegou a subir 3,82%, alcançando US$ 98,57.
A valorização do petróleo impulsionou as ações da Petrobras, que têm forte peso na composição do Ibovespa. Os papéis da estatal registraram alta próxima de 3%, contribuindo para o desempenho positivo do índice brasileiro.
No cenário externo, dados econômicos dos Estados Unidos também influenciaram o humor dos investidores. Os pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 16 mil na primeira semana de abril, passando de 203 mil para 219 mil solicitações, acima das projeções do mercado, que estimavam cerca de 210 mil.
O dado reforça sinais de desaceleração gradual no mercado de trabalho norte-americano, o que pode reduzir pressões inflacionárias. O indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, nas decisões sobre a trajetória dos juros.
Apesar das incertezas no cenário internacional, o mercado brasileiro mantém viés positivo, sustentado pela valorização de commodities e pela expectativa de um ambiente externo menos pressionado por juros elevados nos Estados Unidos.
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