Quarta-feira, 29 de maio de 2024

Quarta-feira, 29 de maio de 2024

Voltar Documento do PL parte de premissa falsa, dizem integrantes do Tribunal de Contas da União

Integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) afirmaram que o documento divulgado pelo Partido Liberal (PL), partido do presidente Jair Bolsonaro, com críticas ao sistema eleitoral brasileiro “é mal intencionado e parte de uma premissa falsa”.

De acordo com membros da Corte de Contas, o partido utiliza dados de um questionário que foi aplicado para avaliar o estágio de desenvolvimento da governança em instituições públicas e não se trata de uma auditoria do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na prática, são dados de recursos humanos, almoxarifado e não necessariamente da urna eletrônica.

Autoavaliação

Na auditoria, técnicos contratados pelo PL apresentaram informações do próprio TSE sobre a segurança de seus sistemas de tecnologia e a gestão de riscos, inclusive numa autoavaliação submetida ao TCU.

Nesta avaliação, segundo o documento do PL, os técnicos deram nota baixa em itens ligados à área de segurança e tecnologia da informação, entre eles o ciclo de vida do software”.

Depois de tomar conhecimento das acusações do PL, o TSE afirmou, em nota, que as declarações da legenda são “falsas e mentirosas, sem nenhum amparo na realidade”. O presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, ainda determinou que o documento da legenda seja incluído no chamado inquérito das fake news.

Auditoria

O TCU fará mais uma auditoria das urnas eletrônicas no próximo domingo (2), dia do primeiro turno.

Serão analisados os resultados de boletins de urna de 540 seções eleitorais –sendo 20 em cada estado– e comparados com os dados divulgados pelo TSE. O objetivo é ter um resultado dessa auditoria na noite do próprio domingo (2).

O TCU já havia divulgado uma auditoria a ser feita em mais de 4.000 urnas, mas essa análise deve demorar mais, já que o tribunal terá de esperar alguns dias para receber os boletins impressos dessas urnas escolhidas.

Esta segunda auditoria do TCU se dá em meio ao acirramento da polarização política no país e aos receios em relação a eventuais contestações do resultado das eleições no domingo.

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