Segunda-feira, 30 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 29 de março de 2026
A executiva do futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, foi acusada de injúria racial por um torcedor do Inter, que registrou boletim de ocorrência. A denúncia ocorreu após o Grenal desse sábado, válido pelo Campeonato Brasileiro Feminino. De acordo com a queixa, a dirigente teria se referido a ele como “macaco, filha da p…”. A dirigente, no entanto, desmente as acusações.
O caso teria começado na saída das jogadoras e da comissão técnica de campo. Vinícius Nascimento da Cruz, de 34 anos e diretor da torcida organizada Camisa 12 do Inter, relatou ter sido alvo de ofensas de cunho racial. Segundo ele, ao passar pelos vestiários, presenciou uma discussão entre Bárbara Fonseca e um funcionário do Internacional.
“Falei para ela: ‘Vai curtir tua vitória e fica na boa. Ganhou, faz parte, mas deixa o cara trabalhar’. Ela então me mandou sair e disse ‘filho da puta, macaco filho da puta’.”
A polícia já colheu o depoimento de testemunhas. Policiais ouviram Bárbara Fonseca, acompanhada de advogados do Grêmio. Ela negou todas as acusações e, em seguida, os agentes a liberaram. O Sesc, onde foi realizado o jogo, fornecerá às autoridades as imagens das câmeras de segurança após receber a solicitação.
Em nota oficial, o Grêmio negou as acusações e afirma que algumas pessoas da comissão técnica foram alvo de ofensas por parte dos torcedores colorados. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) informou, também por meio de nota, que reforça o “compromisso contra o racismo no futebol, lamenta profundamente os casos que ocorrem em estádios gaúchos e não tolera manifestações criminosas”.
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.