Quinta-feira, 19 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 21 de fevereiro de 2026
A taxa de desemprego atingiu em 2025 a menor média anual da série histórica em 19 estados e no Distrito Federal, apontou nesta sexta-feira (20) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O cenário segue o registrado no país, que também fechou o ano passado com o indicador na mínima, calculada em 5,6%. Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), cuja série histórica começou em 2012.
A relação das 20 unidades da Federação com as mínimas em 2025 contempla os seguintes locais: Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%), Paraná (3,6%), Rio Grande do Sul (4%), Goiás (4,6%), Minas Gerais (4,6%), Tocantins (4,7%), São Paulo (5%), Paraíba (6%), Ceará (6,5%), Maranhão (6,8%), Pará (6,8%), Distrito Federal (7,5%), Sergipe (7,9%), Amapá (7,9%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amazonas (8,4%) e Bahia (8,7%).
O resultado do país já havia sido publicado pelo IBGE em janeiro. A apresentação desta sexta traz outros detalhamentos, incluindo números dos estados.
Apesar da recuperação do mercado de trabalho, o Brasil ainda convive com desigualdades entre as regiões.
Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%) mostraram as menores taxas de desemprego na média anual. O indicador desses locais ficou na faixa de 2,2% a 3%.
Já Piauí (9,3%), Pernambuco (8,7%) e Bahia (8,7%) registraram as maiores taxas de desocupação. As três estão próximas de 9%.
“A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade”, disse William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.
Analistas associam o panorama recente do desemprego a uma combinação de fatores. O primeiro é o desempenho positivo da economia nos últimos anos, que contribuiu para a abertura de vagas e o aumento da renda.
Outra questão que analistas costumam citar é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de procurar ocupação.
Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego porque uma pessoa sem trabalho também precisa estar em busca de oportunidades para ser considerada desocupada. Não basta só não trabalhar.
O quadro ainda é influenciado pela abertura de vagas ligadas à tecnologia. Estudo recente do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou que atividades realizadas por meio de aplicativos reduziam o desemprego em 1 ponto percentual no país.
Os dados do IBGE consideram postos de trabalho formal e informal. Ou seja, com ou sem carteira assinada ou registro de CNPJ. Com informações da Folha de São Paulo.
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