Domingo, 17 de maio de 2026

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Voltar Deputada federal Bia Kicis chamou a senadora Soraya Thronicke de “sirigaita” durante sessão da CPMI do INSS

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) chamou a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) de “sirigaita” na sexta-feira (27) durante sessão da CPMI do INSS. A declaração ocorreu enquanto a parlamentar defendia o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), contra uma notícia-crime protocolada na PF por Soraya e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Classificando a denúncia – que acusa Gaspar de estupro de vulnerável e fraude processual em um caso antigo – como “nojenta e abjeta”, a deputada bolsonarista acusou a oposição de usar uma “jogada suja” para desviar o foco das investigações da CPMI. “As denúncias visam apenas manchar o caráter do relator e envergonham a classe política brasileira”, afirmou Kicis.

Alfredo Gaspar nega veementemente as acusações e as classifica como “cortina de fumaça” contra seu relatório. Durante a sessão, ele apresentou um vídeo em que a suposta vítima nega a ocorrência do crime.

Sem relatório

A CPMI que apurou fraudes no INSS rejeitou, na madrugada de sábado (28), o relatório final sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. O documento formulado pelo relator, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), propôs o indiciamento de 216 pessoas, dentre elas o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”. Foram 19 votos contra 12.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana, se recusou a discutir o texto alternativo apresentado pelo governo. A CPMI foi finalizada sem a apresentação de um relatório final.

Segundo o relatório, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria mantido vínculos com operadores centrais do esquema, inclusive em viagens internacionais e transações financeiras suspeitas em parceria com Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como o “Careca do INSS”.

O documento também sugeriu alteração na legislação, como: criminalizar especificamente a abordagem abusiva de idosos para oferta de crédito; iniciar o processo criminal contra o autor da fraude automaticamente, sem depender de queixa, no caso de vítimas com mais de 60 anos; e fortalecer as prerrogativas de investigação das CPIs. (Com informações da Jovem Pan)

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