Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 14 de agosto de 2026
A campanha eleitoral só começa no domingo (16) mas já circulam gravíssimas acusações envolvendo candidatos, adversários, militantes e até criminosos comuns que assim podem ser definidos por terem, a soldo de interessados, produzido acusações reconhecidamente falsas contra pré-candidatos.
Os acusadores têm de ser contidos para evitar prejuízos ao processo eleitoral e, concomitantemente, ter apurado o que causaram para sofrerem as consequências dos crimes praticados. Quando são titulares de mandatos eletivos, que sejam preventivamente afastados de seus postos.
O ambiente eleitoral é sensível; informes inverídicos têm o condão de prejudicar as vítimas e, mais que isso, tumultuar o resultado das eleições. Partindo do conhecimento de que todo candidato, na hora do seu registro, passa pelo crivo das Justiça Eleitoral e da lei da ficha limpa, não é difícil concluir que denúncias produzidas sorrateiramente e na última hora dificilmente prosperarão porque cada postulante de votos já foi avaliado. Só deverá restar ao denunciante responder a um processo e, muito provavelmente, ser condenado.
A eleição constitui um processo cívico, onde os pretendentes a cargos se apresentam e o eleitor tem a oportunidade de escolher aquele que mais se assemelhe com seus interesses. Todo eleitor consciente tem a oportunidade de fazer uma boa escolha. Até por isso, não se deve admitir retaliações e brigas entre os concorrentes. Eles devem ser avaliados pelo lado positivo de sua atuação. Jamais por desentendimentos e rusgas.
Os autores das denúncias apresentadas neste começo de processo eleitoral precisam ser chamados à responsabilidade e exemplarmente punidos pelos delitos em que sua ação possa ter causado. Assim esperamos que aconteça após os esclarecimentos das irregularidades.
O eleitorado tem como expectativa conseguir eleger políticos melhores a cada eleição em que votam. Só com esse direcionamento é que os problemas do país e da população poderão ser resolvidos.
Justiça Eleitoral é algo existente só no Brasil. Na maioria dos países, o processo de votação e apuração é administrado por burocratas. Com o quadro judiciário específico que temos para as eleições, pensamos que não será difícil uma parte desse pessoal, especialmente os magistrados e procuradores do Tribunal }Superior Eleitoral e de seus representações estaduais e municipais certamente serão capazes de coibir e eliminar com a polarização criminosa que tem deslustrado as eleições que, para serem boas, merecem respeito cívico.
Espera-se que todos os que interferem desordeira e criminosamente no processo eleitoral recebam a mais justa reprimenda e, conforme a gravidade dos delitos, além de afastados dos possíveis postos que hoje ocupam, também sejam colocados em quarentena para as próximas disputas e isso os ensine a respeitar o processo sucessório que constitui os nossos governos e casas legislativas. Que os parlamentares, encarregados de elaborar as leis, tratem cuidadosamewnte de restabelecer o clima de respeito ao setor.
* Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo)
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