Terça-feira, 28 de maio de 2024

Terça-feira, 28 de maio de 2024

Voltar “Dei tapa e daria três, quatro, se precisasse”, diz deputado federal que agrediu colega

O deputado federal Washington Quaquá (PT-RJ) afirma que teria agredido mais vezes o também deputado Messias Donato (Republicanos-ES) se fosse agredido por estar “defendendo o presidente da República”.

Na quarta-feira (20), durante a sessão solene de promulgação da reforma tributária no plenário da Câmara, Quaquá deu um tapa em Donato.

“Dei tapa e daria três, quatro, se precisasse. Eu fui filmar para representar no Conselho de Ética contra o Nikolas e esse outro deputado que eu não conhecia tentou tirar celular da minha mão […] eu dei um tapa e daria quantos fossem necessários porque não abaixo a cabeça para fascista”, disse.

Quaquá também confirmou ter proferido uma ofensa homofóbica contra outro deputado, Nikolas Ferreira (PL-MG), mas disse não ter “nada com isso”. O petista diz que Nikolas o chamou de “ladrão”.

Questionado sobre eventuais tentativas de cassarem seu mandato após a agressão, Quaquá disse que estava cumprindo seu papel de defender o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Fiquem à vontade. Toda vez que me agredirem, vou agredir de volta. No plenário ou na rua”.

Durante a sessão, parlamentares que fazem oposição ao governo entoaram gritos contra Lula.

Donato

Alvo de um tapa no rosto durante a sessão de promulgação da Reforma Tributária no plenário da Câmara dos Deputados, o deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) registrou o caso na corregedoria legislativa da Casa. Em outra frente, o Republicanos decidiu ingressar com uma representação no Conselho de Ética pedindo a cassação do mandato do deputado federal Washington Quaquá (PT-RJ), autor da agressão.

No dia seguinte ao ataque, em discurso na tribuna, Donato relatou ter passado a a noite em claro, com direito a crises de choro, e disse ainda “ter medo” de sofrer novas agressões do colega de parlamento.

“A liderança do Republicanos fará os encaminhamentos necessários para que o Conselho de Ética tome as medidas cabíveis. Mas, em paralelo, recorri à corregedoria da Polícia Legislativa, com exames feitos no Instituto Médico Legal. Preciso me resguardar. Sofri uma agressão e estou abalado emocionalmente. Enquanto isso, Quaquá diz que pode voltar a fazer algo similar. Ele precisa de um exame psicológico. Confesso que depois das declarações dele, tenho medo”, afirmou o parlamentar, que passou por um exame de corpo de delito nesta quinta-feira.

Donato disse ainda sofreu com crises de choro e insônia, depois do episódio.

“Passei a noite em claro, tive crises de choro, a minha família me viu sendo agredido, sou pai. Se nunca houve cassação por quebra de decoro, este caso deve servir como exemplo no Conselho de Ética. Senão, vamos abrir um precedente para que outros parlamentares ajam desta maneira. O plenário da Câmara não é octógono de MMA”, completou.

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