Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Voltar Defesa de Bolsonaro e Michelle pede acesso a depoimentos dados à Polícia Federal

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) o acesso à integra dos depoimentos prestados na quinta-feira (31) à Polícia Federal (PF) no inquérito que apura a venda ilegal de joias recebidas por comitivas do governo Bolsonaro durante viagens oficiais.

Na petição direcionada a Moraes, os defensores do casal afirmam que os depoimentos “constituem elementos já efetivamente documentados” e pedem “acesso imediato a esses documentos”, além de sua inclusão nos autos do processo.

O casal Bolsonaro faz parte da lista de oito citados no inquérito das joias que foram convocados pela PF a depor na quinta, em Brasília e São Paulo. Além deles, foram intimados a depor:

*Mauro Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
*Mauro Lourena Cid: pai de Cid, general da reserva que foi colega de Bolsonaro na Aman
*Frederick Wassef: advogado de Bolsonaro
*Fabio Wajngarten: ex-chefe da comunicação do governo Bolsonaro
*Marcelo Câmara: ex-assessor especial de Bolsonaro
*Osmar Crivellati: ex-assessor de Bolsonaro

As defesas de Bolsonaro, Michelle, Wajngarten e Câmara informaram antes dos depoimentos que eles ficariam em silêncio. Em nota, os defensores dos quatro disseram que tomaram essa decisão por julgarem que o Supremo Tribunal Federal (STF) não é a instância adequada para a investigação.

Já Mauro Cid, falou à PF por mais de nove horas. O advogado Cezar Bittencourt, que representa Cid, afirmou que ele não fez acusações contra Jair Bolsonaro em seu depoimento. Também disse que seu cliente “assumiu tudo”.

Aliados

O entorno mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro já demonstrou preocupação com o silêncio dele e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no depoimento à Polícia Federal sobre o caso das joias.

O consenso nesse núcleo politico é que Bolsonaro ficou extremamente fragilizado ao não responder nenhum questionamento sobre as joias.

Os aliados gostariam que o ex-presidente desse justificativas para que houvesse a possibilidade de uma defesa política a ser repetida por bolsonaristas.

Ao optar pela estratégia jurídica de ficam em silêncio e, com isso, evitar contradições com outros depoentes, Bolsonaro explicitou temor do que pode surgir dos depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, e de Mauro Lourena Cid, pai do tenente-coronel.

Capital político

A Polícia Federal já sabe que Bolsonaro tinha conhecimento de todas as tratativas de Cid para venda e recompra das joias.

Do ponto de vista jurídico, Bolsonaro se blinda de se complicar ainda mais nessa investigação.

“Mas o capital politico dele sai muito menor. Se vai para a PF e não tem condições de defender o que aconteceu, como que sua base sairá em sua defesa?”, disse uma influente liderança da bancada bolsonarista.

Desde a segunda-feira (28), com um longo depoimento de Cid à PF, aumentou o grau de apreensão da família Bolsonaro com os rumos das investigações em várias frentes.

Esse fato, na avaliação de interlocutores, explica o silêncio de Bolsonaro.

Para defesa, a estratégia do silêncio se deve ao entendimento de que o foro adequado para essa investigação na Justiça não é o Supremo Tribunal Federal (STF), como ocorre no momento. Por isso, Bolsonaro se recusou a responder às perguntas.

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