Quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026

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Voltar Defesa alega que Bolsonaro piorou na prisão e pede domiciliar ao Supremo

A defesa de Jair Bolsonaro (PL), protocolou, nesta quarta-feira (4), um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que seja concedida a prisão domiciliar ao ex-presidente. Os representantes do ex-presidente alegam que Bolsonaro apresentou piora no quadro clínico nos últimos dias, com o surgimento de episódios eméticos e crise de soluços acentuada.

“Requer-se seja determinada a intimação da Superintendência da Polícia Federal, na pessoa de seu responsável, para que proceda, com a máxima urgência, à juntada do laudo pericial aos autos, a fim de viabilizar a apresentação de parecer pelo assistente técnico da defesa e, por consequência, a análise da necessidade de concessão da prisão domiciliar humanitária”, diz a defesa.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou no dia 15 de janeiro a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha. A Papudinha abriga alojamento para presos – que costumam ser militares – e locais para descanso dos PMs que estão em serviço.

A PMDF recebeu, em junho de 2025, uma emenda parlamentar de R$ 500 mil para obras de melhoria dos alojamentos onde ficam os policiais que estão trabalhando. No que se refere à reforma do espaço destinado aos presos, a última ocorreu em 2020.

Depoimento

Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (3) no inquérito que apura ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. Em 27 de março de 2025, o ex-presidente fez uma postagem onde se referiu a Lula como “cachaça”. Na publicação, ele contestou declarações do atual presidente sobre um suposto plano de assassinato para impedi-lo de assumir a Presidência da República após vitória nas eleições de 2022.

Bolsonaro repostou uma imagem de Lula em que há a frase “É visível que Bolsonaro tentou golpe e meu assassinato”. Na publicação, o ex-presidente afirmou que a única tentativa de homicídio teria sido contra ele próprio, no atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018. Jair Bolsonaro escreveu que “o brasileiro sabe de sua índole” e classificou como falsa a narrativa de que teria articulado atentado contra Lula ao ser derrotado por ele nas urnas. Também criticou o governo federal e disse que Lula o utiliza como pauta política recorrente.

O depoimento ocorreu dentro da unidade prisional onde o ex-presidente cumpre pena, e faz parte de investigação instaurada após solicitação do Ministério da Justiça para verificar possível prática do crime de injúria. O conteúdo do interrogatório não foi divulgado. (Com informações dos portais Metrópoles e O Tempo)

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