Terça-feira, 28 de junho de 2022

Terça-feira, 28 de junho de 2022

Voltar Defasagem no preço da gasolina se aproxima de 20%

A guerra pelo preço dos combustíveis segue com defasagem chegando a 20%, de acordo com dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom). O último reajuste, de 18,8%, ocorreu há 67 dias para a gasolina. No caso do diesel, o último reajuste ocorreu há nove dias, com aumento de 8,8% nos preços domésticos.

De acordo com cálculos da Abicom, associação que reúne pequenos e médios importadores de combustíveis, a defasagem entre os preços da gasolina no mercado interno em relação ao mercado internacional chega a 18%. Para o óleo diesel, a defasagem média é de 4%.

Com isso, caso faça a opção por seguir os preços de mercado, a Petrobras poderia aumentar os preços entre R$ 0,88 centavos por litro e R$ 1,03, a depender do porto de operação. O diesel variaria em média R$ 0,21 centavos por litro até R$ 0,32.

A paridade internacional motivou trocas na presidência e no Conselho da Petrobras. No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ameaçar com novas demissões em diretorias. Além disso, o presidente demitiu Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia, que foi substituído por Adolfo Sachsida.

Novo recorde

Na semana passada, o valor da gasolina comum subiu pela 5ª consecutiva, de acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com base entre os dias 8 e 14 de maio.

O preço médio do litro do combustível passou de R$ 7,295, na semana anterior, para R$ 7,298.

O valor máximo pago na gasolina estava na cidade do Rio de Janeiro, por R$ 8,990 o litro. Por outro lado, o valor mínimo indicado pela ANP foi encontrado nos municípios de Caruaru (PE) e em Jaú (SP), por R$ 6,290.

Privatização

As comissões de Minas e Energia e de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovaram nesta quarta (18) requerimentos de convite para que o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, explique a intenção de iniciar os estudos de privatização da Petrobras.

Por se tratar de convite, o ministro não é obrigado a comparecer à comissão. Segundo parlamentares, Sachsida se colocou à disposição para comparecer no dia 22 de junho.

Sachsida foi nomeado ministro no último dia 11 no lugar do almirante Bento Albuquerque. Um dia depois, foi à sede do Ministério da Economia em Brasília e entregou ao ministro Paulo Guedes um pedido para que sejam feitos estudos para a privatização da Petrobras.

A troca no comando do Ministério de Minas e Energia se deu em meio às críticas do presidente Jair Bolsonaro aos anúncios, pela Petrobras, de reajustes nos preços dos combustíveis.

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