Domingo, 23 de junho de 2024

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Voltar Cruzeiro que passaria por 135 países em três anos de viagem é cancelado

O cruzeiro que viajaria ao redor do mundo por três anos, englobando cerca de 209 mil quilômetros, cobrindo 375 portos, 135 países e todos os continentes, foi cancelado no dia 17 de novembro pela Life at Sea Cruises, operada pela empresa Miray Cruises. As informações são da CNN. Procurada pela reportagem, a Miray Cruises não respondeu.

O cruzeiro partiria no dia 1° de novembro de Istambul, na Turquia. Segundo a CNN, ele foi adiado para 11 de novembro, em Amsterdã, na Holanda, e depois mais uma vez adiado para o dia 30 – mas cancelado no dia 17, a menos de duas semanas do embarque.

A empresa fará o reembolso aos passageiros em parcelas mensais, de dezembro a fevereiro, além de oferecer acomodação até 1º de dezembro e voos de volta para passageiros que ainda estejam em Istambul – no entanto, passageiros teriam vendido ou alugado suas casas e não teriam para onde voltar.

Em julho, a Miray Cruises, anunciou que iria substituir o navio anunciado anteriormente para o cruzeiro, o MV Gemini, por um maior, chamado MV Lara, com capacidade para até 1.266 passageiros. A venda seria concluída até o fim de setembro e ele seria refromado antes do início do cruzeiro. No entanto, a CNN afirma que a Life at Sea disse aos passageiros por semanas que a venda do navio estava se arrastando por mais tempo que o previsto e então, no dia 16 de novembro, outra companhia, Celestyal Cruises, anunciou que havia comprado a embarcação.

Ainda de acordo com o veículo americano, Vedat Ugurlu, dono da Miray Cruises, alegou em um vídeo enviado aos passageiros que a empresa não teve dinheiro para comprar o navio, apesar de ter obtido aprovação de alguns investidores para realizar a compra – ele também afirmou que a empresa fez o pagamento inicial pela embarcação, mas os investidores se recusaram a continuar apoiando a compra, devido à agitação no Oriente Médio”. Mas o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas só teve início no dia 7 de outubro, quando a compra já deveria ter sido concluída.

“Navio aposentado”

A Life At Sea Cruises, controlada pela Miray Cruises, planejava fazer a viagem de três anos a bordo do AIDAaura, um navio que seria aposentado neste verão europeu por outra companhia. Ele seria reformado, rebatizado de MV Lara e levado até Istambul para o embarque. A ideia é que a transação fosse concluída até setembro. Mas, em 16 de novembro, outra empresa arrematou a embarcação.

Os passageiros então receberam uma mensagem do proprietário da Miray Cruises, Vedat Ugurlu. Na manifestação, à qual a CNN teve acesso, ele lamentava o “incoveniente” e relatava que a empresa não tinha dinheiro para comprar o navio.

Segundo Ugurlu, a Miray não podia se dar “ao luxo de pagar 40, 50 milhões [de dólares] por um navio”. Por isso, apresentou o projeto a investidores que toparam aportar recursos. Tempos depois, porém, eles “se recusaram a nos apoiar ainda mais devido à agitação no Oriente Médio”, disse o empresário, sem detalhar o caso. Em 7 de outubro, um ataque terrorista do Hamas contra Israel deflagrou uma guerra na região.

A empresa tentou comprar outras embarcações, como o MV Gemini, mas decidiu depois que era pequeno demais para a empreitada. Outro funcionário da companhia entrou em contato para informar sobre o processo de reembolso e a recuperação das “cápsulas” de pertences que os clientes já haviam enviado para a viagem.

A Life at Sea Cruises e a Miray Cruises não responderam perguntas específicas da CNN. Mas, em comunicado enviado à rede americana, citaram a “retirada de investidores” como a raiz dos “desafios” do projeto.

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