Quarta-feira, 29 de maio de 2024

Quarta-feira, 29 de maio de 2024

Voltar CPMI do 8 de Janeiro aprova convocações de hacker preso pela Polícia Federal e de militar que integrou equipe do coronel Mauro Cid

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro aprovou nessa quinta-feira (3) as convocações do hacker Walter Delgatti e também de Luís Marcos dos Reis, sargento do Exército, ex-integrante da equipe do coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A CPMI também aprovou outras três convocações:

*Cíntia Queiroz de Castro, coronel da Polícia Militar do DF;
*Marcela da Silva Moraes Pinto, cabo da PM;
*Adriano Machado, fotojornalista da Agência Reuters.

A reunião dessa quinta da CPMI estava marcada para começar às 9h. Entretanto, sem acordo, a votação das convocações só ocorreu às 12h39.

Parlamentares da base governista não concordavam com a convocação de Adriano Machado, fotógrafo que, a trabalho, esteve no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro e registrou imagens de vandalismo.

Para os governistas, a convocação não poderia ocorrer, uma vez que o profissional estava trabalhando na cobertura dos atos e o sigilo da atividade jornalística está previsto na Constituição.

Walter Delgatti

Preso na última quarta-feira (2) pela Polícia Federal (PF) por suspeita de fraude em sistemas de órgãos públicos, Delgatti ficou conhecido no episódio da “Vaza Jato”, em que foram vazadas mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro, atualmente senador, e o então procurador Deltan Dallagnol, ex-deputado.

Em depoimento à PF, Delgatti disse que esteve no Palácio da Alvorada e que, na ocasião, o então presidente Jair Bolsonaro teria questionado a ele se Delgatti conseguiria invadir urnas eletrônicas.

O encontro entre Delgatti e Bolsonaro foi articulado pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que foi alvo de mandado de busca e apreensões nos seus endereços.

Enquanto presidente da República, Bolsonaro fez reiteradas críticas às urnas e tentou colocar em xeque o sistema eleitoral sem jamais ter apresentado provas de eventuais irregularidades.

Um desses episódios, um encontro com embaixadores no Palácio da Alvorada convocado para justamente atacar o sistema eleitoral, levou o Tribunal Superior Eleitoral a declarar Bolsonaro inelegível.

Luís Marcos dos Reis

Segundo os requerimentos aprovados pela CPMI, o sargento Dos Reis teria participado dos atos extremistas de 8 de janeiro, invadindo, por exemplo, a área onde ficam as cúpulas do Congresso Nacional.

Os requerimentos afirmam, ainda, que ele esteve no acampamento de apoiadores do ex-presidente em frente ao Quartel General do Exército em Brasília.

Convocações rejeitadas

Na reunião dessa quinta, os parlamentares rejeitaram as convocações de Sandro Augusto de Sales Queiroz, que era comandante do Batalhão de Pronto Emprego da Força Nacional no dia dos ataques.

Outra convocação rejeitada foi a de Tomás de Almeida Vianna, da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça. Ele era o representante do órgão no grupo de WhatsApp, no qual teriam sido divulgados alertas produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) sobre a movimentação dos extremistas.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário

No Ar: Bom Dia Caiçara