Domingo, 08 de fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 8 de fevereiro de 2026
Os Correios deram início à venda de imóveis que faz parte do plano de reestruturação para ajudar a conter a grave crise financeira da estatal. A expectativa é de arrecadar até R$ 1,5 bilhão neste ano, segundo comunicado oficial divulgado nessa sexta-feira (6). O foco inicial é desovar imóveis que estão sem uso. Nesta primeira leva, serão oferecidos ao mercado 21 unidades, entre prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. Os primeiros leilões serão nos dias 12 e 26 de fevereiro, em certames digitais, abertos a pessoas físicas e jurídicas.
Entretanto, nos últimos seis anos, os Correios venderam apenas R$ 45,7 milhões em imóveis classificados como disponíveis para revenda — o equivalente a 3% do total que a empresa espera arrecadar com a venda de imóveis ainda neste ano. As vendas nos últimos anos somaram:
* 2025: R$ 2,9 milhões (até setembro);
* 2024: R$ 10,4 milhões;
* 2023: R$ 6,2 milhões;
* 2022: R$ 7,3 milhões;
* 2021: R$ 18,4 milhões;
* 2020: R$ 512 mil.
Na relação, há imóveis bastante deteriorados. É o caso de um prédio comercial situado no Centro de São Paulo, vizinho da região onde a Cracolândia funcionou por anos. As fotos no site dos Correios mostram instalações abandonadas, lajes com lixo acumulado e fachada pichada. O lance mínimo ali é de R$ 7 milhões. Há também salões comerciais de rua em várias cidades do interior, deteriorados pelo tempo em que passaram fechados. Nestes casos, os valores partem de R$ 16 mil.
Mas há também imóveis que devem atrair investidores e empresários. A lista tem um prédio comercial de oito andares em Belo Horizonte, que aceita lances a partir de R$ 8,3 milhões. O imóvel está no bairro Floresta, um dos mais antigos da capital mineira. Outro imóvel da lista é um apartamento residencial na Barra, um dos mais valorizados de Salvador. O lance ali é parte de R$ 524 mil.
Os Correios têm cerca de 2,3 mil imóveis espalhados pelo País, contando lojas, centros de distribuição e escritórios, entre outras unidades para dar suporte à extensa rede de entrega de correspondências e mercadorias em todo o País. Desse total, ao menos 60 a 70 unidades estão ociosas.
No comunicado oficial, a direção dos Correios afirmou que segue focada na implementação do plano de reestruturação, que envolve ações coordenadas de curto, médio e longo prazos para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro, ampliar a eficiência operacional e assegurar um futuro sustentável para uma das mais importantes empresas públicas do país. (Com informações do portal de notícias CNN Brasil)
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