Domingo, 22 de maio de 2022

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Voltar Coreia do Norte ameaça usar armas nucleares se for alvo da Coreia do Sul

A Coreia do Norte se opõe à guerra, mas, se a Coreia do Sul optar pelo confronto militar ou fizer um ataque preventivo, as forças nucleares do Norte terão que atacar, disse a poderosa irmã do líder Kim Jong-un.

Kim Yo Jong, alta funcionária do governo norte-coreano, disse que foi um “grande erro” o ministro da Defesa da Coreia do Sul fazer comentários, na sexta-feira, sobre ataques ao Norte, informou a agência de notícias estatal KCNA.

Na ocasião, o ministro Suh Wook disse que as forças armadas de seu país têm uma variedade de mísseis com alcance de tiro, precisão e poder significativamente aprimorados, com “a capacidade de atingir com precisão e rapidez qualquer alvo na Coreia do Norte”.

A Coreia do Norte testou uma série de mísseis cada vez mais poderosos este ano, e autoridades em Seul e Washington temem que ela possa estar se preparando para retomar os testes de armas nucleares pela primeira vez desde 2017 em meio a negociações paralisadas.

Kim e outra autoridade norte-coreana condenaram, no domingo, essas declarações e alertaram que Pyongyang destruiria os principais alvos em Seul se o Sul tomar qualquer “ação militar perigosa”, como um ataque preventivo.

Aos 32 anos, Kim Yo-jong vem se tornando, nos últimos anos, uma das faces mais conhecidas do regime. Vice-diretora do Departamento de Informação e Propaganda, um dos pilares do governo, ela é vista como uma das principais conselheiras do irmão e chegou a ser apontada como a segunda na linha de comando — além disso, vem se notabilizando por assumir papel de destaque em iniciativas diplomáticas.

Se os militares sul-coreanos violarem até uma polegada (2,5 cm) do território da Coreia do Norte, enfrentarão um “desastre inimaginavelmente terrível” e a força de combate nuclear do Norte terá que inevitavelmente cumprir seu dever, disse ela.

“Isso não é apenas uma ameaça. Esta é uma explicação detalhada de nossa reação a uma possível ação militar imprudente da Coreia do Sul”, disse Kim, observando que o Sul pode evitar esse destino abandonando qualquer “sonho fantástico” de lançar um ataque preventivo contra um Estado com armas nucleares.

Em sua declaração anterior, Kim disse que Pyongyang se opõe à guerra, que deixaria a península em ruínas, e não vê a Coreia do Sul como seu principal inimigo.

“Em outras palavras, isso significa que, a menos que o Exército sul-coreano tome qualquer ação militar contra nosso Estado, ele não será considerado um alvo de nosso ataque”, disse ela. “Mas se a Coreia do Sul, por qualquer motivo, esteja ou não cega pelo erro de julgamento, optar por uma ação militar como “ataque preventivo” elogiado por (Suh Wook), a situação mudará. Nesse caso, a própria Coreia do Sul se tornará um alvo.”

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