Domingo, 23 de junho de 2024

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Voltar COP28 termina com avanço sobre transição energética, mas exclui eliminação dos combustíveis fósseis

O fim dos combustíveis fósseis não foi decretado, mas os países concordam que é preciso se “afastar” deles, começando ainda nesta década. Essa é a principal conclusão da COP28 (28ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas), que terminou nesta quarta-feira (13) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com um acordo negociado entre 195 países.

Veja, abaixo, um resumo dos principais pontos:

– Pela primeira vez, os países concordaram que é preciso fazer uma “transição energética” para a redução do uso de combustíveis fósseis.

– No entanto, o acordo não cita a eliminação dos combustíveis fósseis, ideia que não agradou aos ambientalistas.

– O acordo propõe que seja triplicada a capacidade de energia renovável em nível mundial até 2030.

Ponto-chave

O acordo reconhece que é necessária a redução, mas não diz como isso será feito e não cita a eliminação, que é uma meta já acordada para 2050, data estipulada pela ONU para não ter mais emissões de gases causadores do efeito estufa.

O texto final foi divulgado na madrugada desta quarta, quase 24 horas depois do prazo inicial. Marcado pela forte oposição dos países produtores de petróleo, que buscavam evitar diretrizes mais imediatas pelo fim do uso de combustíveis fósseis, o texto final ficou distante do que desejavam os especialistas que alertam para a urgência do término do uso do carvão, petróleo e gás.

Cientistas do clima e demais especialistas desejavam que o documento final utilizasse a expressão “phase out”, no sentido de eliminar os combustíveis fósseis. Mas, por outro lado, é a primeira vez desde 1994, quando a Convenção do Clima da ONU entrou em vigor, que os países concordam que é preciso deixar de usá-los em seus sistemas energéticos.

O texto da COP28 não estabelece metas gerais. Agora, cabe a cada país elaborar ou atualizar suas próprias metas nacionais de redução da emissão de gases do efeito estufa através de políticas e investimentos.

Petróleo

Ao longo da Conferência do Clima, mais de 100 países tentaram encontrar um consenso para definir meios para eliminar gradualmente o uso de petróleo, gás e carvão. O grupo contou com o apoio de grandes produtores de petróleo e gás, como os Estados Unidos, o Canadá e a Noruega, juntamente com o bloco da União Europeia e vários outros governos.

Porém, houve forte oposição da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), liderada pela Arábia Saudita, que argumentou que o mundo pode reduzir emissões sem evitar a eliminação de combustíveis específicos.

O grupo controla quase 80% das reservas de petróleo do mundo, e os seus governos dependem fortemente dessas receitas.

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