Terça-feira, 31 de março de 2026

Terça-feira, 31 de março de 2026

Voltar Cooperativismo bate à porta dos partidos

O cooperativismo gaúcho resolveu sair da retaguarda e ocupar espaço político. O café da manhã promovido pelo Sistema Ocergs com presidentes de partidos na Assembleia Legislativa foi mais do que uma reunião protocolar: foi um recado claro de que o setor quer ser ouvido nos próximos planos de governo.

O documento entregue às lideranças não é panfleto, mas uma agenda técnica e apartidária. Agricultura, crédito, infraestrutura, inovação, saúde e educação cooperativista estão entre os pontos destacados. “Queremos ser vistos como parceiros do Estado. O cooperativismo está enraizado no Rio Grande do Sul e muitas vezes atua onde o poder público não consegue chegar”, disse o presidente Darci Hartmann.

Os números impressionam: 372 cooperativas, 4,2 milhões de associados — mais de um terço da população — e 78,5 mil empregos diretos. Em 2025, o faturamento chegou a R$ 103,4 bilhões, crescimento de 11%.

O gesto político é inédito e marca uma virada de postura. O cooperativismo não quer apenas reconhecimento, mas influência real na formulação de políticas públicas. E, convenhamos, com essa capilaridade e esse peso econômico, ignorar o setor seria um erro estratégico.

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