Terça-feira, 28 de junho de 2022

Terça-feira, 28 de junho de 2022

Voltar Conselho da Câmara do Rio de Janeiro abre processo ético-disciplinar contra Gabriel Monteiro

Os vereadores que integram o Conselho de Ética da Câmara do Rio de Janeiro votaram e decidiram por unanimidade, nesta terça-feira (05), abrir uma representação disciplinar contra o também parlamentar Gabriel Monteiro (PL). O processo pode levar à cassação do mandato do político e ex-PM, alvo de várias denúncias.

O político é acusado de assédios moral e sexual, importunação sexual e agressões por servidores e ex-funcionários dele. Ele também é acusado de estupro e de forjar vídeos para postar em suas redes sociais.

A decisão deve ser em no máximo 90 dias, e o vereador terá direito à ampla defesa. Gabriel Monteiro tem 14 denúncias na Câmara. Em sua decisão, os parlamentares levaram em conta os vídeos forjados com a menina carente que vendia balas em um shopping e o sem-teto sendo orientado a simular um furto antes de ser abordado pelo vereador.

“Situação vexatória e desumana. São diversas denúncias e acusações. Mas a nossa representação hoje, com base no material comprobatório e vídeos, de forma unânime o Conselho de Ética resolveu abrir a representação”, disse o presidente do conselho, o vereador Alexandre Isquierdo (DEM). Para o Ministério Público, existem também provas contundentes de “invasão a um abrigo”.

No domingo (03), mais denúncias contra o ex-policial militar, por estupro, vieram à tona. Três vítimas foram ouvidas pela equipe de reportagem. Sem se identificar, uma delas afirmou que, em 2017, quando Gabriel Monteiro ainda era PM, ele a ameaçou com uma arma na cabeça quando ela tentou reagir ao abuso.

Gabriel Monteiro nega as acusações. No primeiro encontro do Conselho de Ética para tratar do caso, na semana passada, o vereador disse à imprensa que a verdade “já estava exposta nas redes sociais” e que não cometeu nenhum crime.

Além dessas acusações, o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) abriu um inquérito para apurar se o ex-PM violou direitos da criança que aparece em um vídeo do político publicado na internet.

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