Segunda-feira, 24 de junho de 2024

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Voltar Conheça o advogado que confundiu “príncipes” de livros

Em meio aos julgamentos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado de um dos réus chamou a atenção nas redes sociais por confundir a obra “O Príncipe” de Maquiavel com “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry.

Hery Kattwinkel era o defensor responsável pela defesa de Thiago de Assis Mathar, que foi condenado a 14 anos de reclusão. O equívoco do advogado aconteceu durante a sua sustentação oral.

O ministro Alexandre de Moraes chegou a ironizar a confusão: “São obras que não têm absolutamente nada a ver. Mas, obviamente, quem não leu nenhuma nem outra, vai no Google e às vezes dá algum problema”.

Alexandre de Moraes também chamou o advogado de “patético e medíocre” e afirmou que talvez o objetivo do advogado fosse sair vereador em 2024: “Preparou um discursinho para postar em redes sociais”.

Kattwinkel mora em Votuporanga, no interior de São Paulo, onde foi vereador entre 2017 e 2020 e, ao final do seu mandato, tentou se eleger como prefeito da cidade, mas não foi vitorioso.

Já na última eleição, ele foi candidato a deputado estadual, mas não foi eleito. Nas suas redes sociais, também é possível observar uma foto sua ao lado do atual governador do estado, Tarcísio de Freitas, durante a Festa do Peão de Barretos.

Em sua propaganda divulgada durante a sua campanha eleitoral como deputado, Kattwinkel se declarava como “oposição ao PSDB” e “defensor das bandeiras da família, fé, ideal cristão, patriotismo, renovação e combate à corrupção”.

Ele era afiliado ao partido Solidariedade, porém, a legenda o expulsou após a gafe no Supremo, sob a justificativa de que ele teria endossado discurso de ódio e atacado ministros do STF. O Solidariedade ainda afirmou que vai acionar o Conselho de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra o advogado.

“A direção municipal do Solidariedade em Votuporanga-SP, não compactua com a postura do profissional em atacar a Suprema Corte, ainda que no exercício de sua prerrogativa de defensor constituído, motivo pelo qual comunicamos a expulsão do membro e filiado ao partido”, diz o texto.

Em nota divulgada à imprensa, o defensor informou que recebeu essa decisão do partido com “tranquilidade e respeito”.

“Estando lá pude observar que as diretrizes que o partido defende não são as mesmas que eu defendo. De toda forma, eu sou grato pelo período que estive no partido”, dizia a nota.

 

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