Domingo, 09 de agosto de 2026

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Voltar “Confesso que fiquei assustado”, diz Lula durante coletiva de alta hospitalar no Sírio-Libanês

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu alta hospitalar neste domingo (15), seis dias após a cirurgia que realizou para conter um sangramento interno na cabeça, ainda em decorrência da queda que sofreu no banheiro de casa em outubro. Anteriormente, a previsão era de que o petista fosse liberado na segunda ou terça-feira, mas, devido à estabilidade do caso, a equipe médica antecipou a alta. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e deve permanecer na cidade até a próxima quinta-feira.

Lula fica em São Paulo para realizar uma tomografia nos próximos dias. Se estiver bem, irá para Brasília, onde deve permanecer em repouso. Os médicos pediram ao petista que evitasse estresse, apesar das demandas da sua posição. O presidente está acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja.

As informações foram passadas pela equipe médica de Lula, liderada pelo cardiologista Roberto Kalil Filho. Desde cedo, havia a expectativa de anunciar a data da alta do presidente, uma vez que os boletins médicos apontaram para boa resposta aos procedimentos. A infectologista Ana Helena Germoglio, os neurologistas Rogério Tuma e Marcos Stávale e o radiologista vascular José Guilherme Caldas também estiveram presentes.

Cirurgia às pressas

Lula viajou às pressas de Brasília a São Paulo, na madrugada da última segunda para terça-feira, e realizou uma cirurgia de emergência no crânio depois de sentir fortes dores de cabeça. Ele teve um sangramento em virtude da queda que sofreu no banheiro de casa, 51 dias antes.

A cirurgia correu bem e não deve gerar complicações. Na última quinta, a equipe médica decidiu fazer um procedimento complementar e preventivo, bloqueando o fluxo sanguíneo na região do hematoma com a ajuda de um cateter. Mais simples, esse procedimento também transcorreu dentro da normalidade.

Durante a internação, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, conversaram com Lula por telefone ao longo da semana, e o presidente assinou atos oficiais, por meio de sistema de assinatura eletrônico.

A principal pauta deste final de ano é o pacote de corte de gastos encaminhado ao Congresso pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O presidente foi orientado a evitar estresse e, na sua ausência, seus auxiliares seguem articulando em Brasília pela aprovação do projeto.

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