Terça-feira, 24 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 24 de março de 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu nesta terça-feira (24) o direito à prisão domiciliar por 90 dias, cumpriu cerca de 1,2% da pena na cadeia. Em setembro do ano passado, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu condenar Bolsonaro a 27 anos e 3 meses por golpe de Estado.
Contudo, o ex-presidente só começou a cumprir a pena em 25 de novembro de 2025, após o fim do processo penal da trama golpista. Ao todo, Bolsonaro ficou preso, após o início do cumprimento da pena, 119 dias — algo em torno de quatro meses. Isso representa 1,2% da pena total (27 anos e três meses ou 327 meses).
Antes mesmo do início oficial do cumprimento da pena, Bolsonaro já estava preso na Superintendência da Polícia Federal, onde foi mantido preso até ser transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha, em janeiro deste ano.
Em 22 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes do STF autorizou a prisão preventiva ao considerar alto risco de fuga e por Bolsonaro ter violado a tornozeleira eletrônica.
Antes disso, Bolsonaro estava preso preventivamente, onde cumpria prisão domiciliar após ter desobedecido medidas impostas por Moraes, que acabou convertida em preventiva após a ordem de Moraes.
Em 4 de agosto de 2025, Moraes determinou a prisão domiciliar, proibiu visitas e mandou apreender celulares na casa do ex-presidente. Na decisão, o ministro afirmou que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
Transferência para Papudinha e internação
A decisão de Moraes sobre a transferência de Bolsonaro da Superintendência da PF (Polícia Federal) para Papudinha, em 15 de janeiro deste ano, atendeu pedidos da defesa e da família, que reclamava das condições do local.
Ao decidir pela medida, o ministro mencionou que a nova cela oferecia “condições ainda mais favoráveis” ao ex-presidente, com espaço maior, possibilidade de fisioterapia, alimentação especial, banhos de sol e acompanhamento médico contínuo.
Nessa mesma decisão, Moraes também determinou que Bolsonaro tivesse “assistência integral, nas 24 horas dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”.
O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 horas da ocorrência.
A Papudinha dispõe de uma sala de Estado-Maior de 54,7 m², com quarto, sala, cozinha, banheiro, lavanderia e área externa de 10 m² — muito maior que a sala de Estado-Maior de 12 m² da PF.
Bolsonaro só saiu da Papudinha para ser encaminhado para o hospital DF Star, onde está internado desde 13 de março, após passar mal. O ex-presidente foi diagnosticado com uma pneumonia decorrente de broncoaspiração. Nesta segunda-feira (23), Bolsonaro foi transferido da UTI para o quarto depois de apresentar uma melhora clínica, contudo seguia sem previsão de alta nesta terça.
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