Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Voltar “Cid assumiu tudo, não colocou Bolsonaro em nada”, diz a defesa do coronel

O advogado Cezar Bitencourt, que defende o tenente-coronel Mauro Cid na Justiça, afirmou a jornalistas nesta sexta-feira (1º) que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) assumiu toda culpa pela venda das joias. A defesa do militar afirmou que Cid não acusou o ex-presidente de corrupção.

Bittencourt, que vem dividindo opiniões sobre a estratégia na defesa de Cid, encaminhou para jornalistas explicações sobre o longo depoimento do tenente-coronel à Polícia Federal.

“Estão colocando palavras que não têm no Cid. Acusações ao Bolsonaro que não existem. O Cid assumiu tudo. Não colocou Bolsonaro em nada. Não tem nenhuma acusação em corrupção, envolvimento, suspeito de Bolsonaro. A defesa não está jogando o Cid contra o Bolsonaro”, disse o advogado.

Bittencourt não disponibilizou a íntegra do depoimento formal ou outros elementos entregues pela defesa sobre a responsabilidade de Mauro Cid. Integrantes da PF ouvidos pela CNN se limitam a dizer que ele vem colaborando com as investigações.

“O que ele pegava era o dinheiro do presidente, os vencimentos dele e a aposentadoria, que dá em torno de R$ 70 mil. Esse era o dinheiro que o Cid pagava as contas dele [Bolsonaro].”

De acordo com a defesa, Cid fazia os pagamentos em dinheiro vivo porque seria uma preferência de Bolsonaro.

Esquema 

Segundo a PF, Mauro Cid teria vendido com o auxílio do seu pai, o general Mauro Lourena Cid, as joias omitidas do acervo da Presidência no exterior. De acordo com os investigadores, uma das peças comercializadas pelo ex-ajudante de ordens foi um relógio da marca Rolex, estimado em R$ 300 mil e recebido por Bolsonaro em uma viagem presidencial à Arábia Saudita em 2019. Peça que foi recomprada por Wassef nos Estados Unidos para ser entregue ao Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com a PF, os montantes obtidos das vendas ilegais foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal de Bolsonaro, por meio de laranjas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores. Os investigadores agora trabalham para descobrir se o ex-presidente foi ou não o mandante da ordem de realização das vendas e também da recompra.

Depoimento

O tenente-coronel Mauro Cid e seu pai, general Lourena Cid, prestaram esclarecimentos à Polícia Federal (PF) e não optaram pelo silêncio no depoimento sobre o caso das joias sauditas, segundo informações da GloboNews.

Ao contrário do ex-presidente e Michelle Bolsonaro, que ficaram em silêncio, Mauro Cid e seu pai responderam às perguntas dos investigadores durante a oitiva realizada na sede da PF, em Brasília.

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