Quarta-feira, 15 de abril de 2026

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Voltar Certidão de Sicário, operador violento de Vorcaro, omite causa e expõe brechas em morte

Apesar de a Polícia Federal (PF) informar que a morte foi decorrente de uma tentativa de suicídio na prisão, a certidão de óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, não traz o motivo do falecimento. A causa da morte do faz-tudo do dono do Banco Master está descrita apenas como “aguardando exames”.

Segundo a certidão, o empresário, que era responsável por executar diversas ordens de Vorcaro, morreu em 6 de março. O registro do falecimento foi feito no dia seguinte, em 7 de março. Em casos de suicídio, a certidão pode apresentar, por exemplo, o termo “lesões autoinfligidas” como causa da morte. Quanto a Sicário, ele teria morrido após tentar se matar na prisão e ser levado a um hospital, de acordo com a PF.

A família alega que não teve acesso às imagens das câmeras de segurança da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte e aos autos do inquérito sobre a morte de Mourão. Conforme os advogados, nem a PF nem o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizaram, até o momento, o acesso da família aos dados e às informações.

A PF afirmou à época que ele “atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais”.

A nota diz que a família se sente “desassistida” e que o Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais ainda não disponibilizou o laudo oficial com a conclusão técnica sobre o que causou o óbito.

Os advogados afirmam em nota que Luiz Phillipi era uma pessoa de “amplo convívio social” e sem histórico de quadros depressivos, motivo pelo qual refutam a narrativa de autoextermínio que tem circulado. Para a defesa, a falta de acesso aos dados impede a compreensão do que realmente aconteceu antes de Mourão ser encaminhado ao hospital.

Outro objetivo da manifestação é contestar o uso do termo “sicário” (assassino de aluguel), apelido atribuído a Mourão em decisões judiciais devido à sua suposta atuação no grupo de Daniel Vorcaro. Os advogados classificam a pecha como uma “imputação de extrema gravidade” e afirmam que buscarão proteger a honra de Luiz Phillipi, mesmo após a morte.

A família sustenta que não há elementos concretos para sustentar o apelido e que a manutenção dessa narrativa sem provas fere a memória do investigado. O objetivo dos parentes agora é obter os elementos produzidos na 3ª fase da Operação “Compliance Zero” para avaliar a coerência das acusações e buscar o que chamam de elucidação técnica e integral dos fatos. (Com informações dos portais g1 e Metrópoles)

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