Quinta-feira, 18 de julho de 2024

Quinta-feira, 18 de julho de 2024

Voltar Caso das joias: Bolsonaro quer levar competência de Moraes ao plenário do Supremo

A defesa de Jair Bolsonaro deverá insistir para que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decida se o ministro Alexandre de Moraes tem competência para decidir sobre o caso das joias.

“Não exercemos um simples direito ao silêncio. O STF não tem competência para tratar desse assunto”, disse Paulo Cunha Bueno, advogado do ex-presidente. “Vamos insistir para que essa competência seja apreciada em plenário”.

Nesta quinta-feira (31), Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro apresentaram uma petição e permaneceram em silêncio durante depoimento à Polícia Federal (PF) no processo de investigação da venda de presentes ao exterior.

No documento, os advogados alegam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não reconheceu a competência do Supremo. O caso é presidido pelo ministro Alexandre de Moraes.

“No pleno exercício de seus direitos e respeitando as garantias constitucionais que lhes são asseguradas, optam por adotar a prerrogativa do silêncio no tocante aos fatos ora apurados”, disse um trecho da petição à qual a CNN teve acesso.

“Os peticionários optam, a partir deste momento, por não prestar depoimento ou fornecer declarações adicionais até que estejam diante de um Juiz Natural competente”, segue o documento.

Na última segunda-feira (28), a defesa já havia apresentado uma petição pedindo para adiar o depoimento sobre outra investigação contra Bolsonaro por disseminação de fake news.

A decisão de permanecer em silêncio no caso das joias foi tomada entre terça (29) e quarta-feira (30) após análise do parecer da PGR.

Silêncio

O objetivo de ouvir todos os depoentes ao mesmo tempo era evitar que eles tivessem acesso antecipado às perguntas e que combinassem as respostas. Além de Bolsonaro e Michelle, foram intimados a depor Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; Mauro Lourena Cid, general da reserva; Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro; Fabio Wajngarten, ex-chefe da Comunicação do governo Bolsonaro; Marcelo Câmara, assessor especial de Bolsonaro; e Osmar Crivelatti, assessor de Bolsonaro.

A maior parte dos depoimentos, no entanto, durou menos de uma hora porque os investigados decidiram não responder aos questionamentos. Ficaram em silêncio: Bolsonaro, Michelle, Wajngarten e Câmara. Em nota, as defesas dos quatro disseram que tomaram essa decisão por julgarem que o STF (Supremo Tribunal Federal) não é a instância adequada para a investigação.

Já Wassef alegou ser vítima de fake news, disse que não cometeu nenhuma irregularidade e se esquivou de responder sobre a compra do relógio Rolex.

“Quero aproveitar o momento para dizer o seguinte: Eu tenho sido vítima de uma campanha covarde de fake news, eu estou absolutamente tranquilo, jamais cometi qualquer irregularidade ou ilícito”, disse.

“Eu, Frederick Wassef, jamais mudei de versão, jamais voltei atrás. Olha, tem 30 jornalistas aqui e eu sozinho, eu desafio um dos senhores, me mostre uma gravação, uma fala minha, onde eu disse que eu neguei que eu comprei o relógio, jamais”, completou.

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