Quinta-feira, 18 de julho de 2024

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Voltar Caso das Joias: advogados de Bolsonaro e Michelle Bolsonaro solicitam acesso a depoimentos dados à Polícia Federal

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle solicitou, nesta sexta-feira (1º), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, acesso ao depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente da República.

Eles pedem acesso à integra dos depoimentos prestados na quinta-feira (31) à Polícia Federal (PF) no inquérito que apura a venda ilegal de joias recebidas por comitivas do governo Bolsonaro durante viagens oficiais.

Os depoimentos de Cid estão sendo gravados em vídeo, segundo fontes da PF. Na petição direcionada ao ministro do Supremo, os defensores do casal afirmam que os depoimentos “constituem elementos já efetivamente documentados” e pedem “acesso imediato a esses documentos”, além de sua inclusão nos autos do processo.

O casal Bolsonaro faz parte da lista de oito citados no inquérito das joias que foram convocados pela PF a depor na quinta, em Brasília e São Paulo. Além deles, foram intimados a depor:

Mauro Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
Mauro Lourena Cid: pai de Cid, general da reserva que foi colega de Bolsonaro na Aman
Frederick Wassef: advogado de Bolsonaro
Fabio Wajngarten: ex-chefe da comunicação do governo Bolsonaro
Marcelo Câmara: ex-assessor especial de Bolsonaro
Osmar Crivellati: ex-assessor de Bolsonaro

Depoimento de Bolsonaro

A defesa de Bolsonaro e Michelle informou que ambos se mantiveram em silêncio durante os depoimentos, em Brasília. Os investigadores apuram um suposto esquema de venda ilegal das joias recebidas de presente.

O objetivo de ouvir todos os depoentes ao mesmo tempo era evitar que eles tivessem acesso antecipado às perguntas e que combinassem as respostas. A maior parte dos depoimentos, no entanto, durou menos de uma hora porque os investigados decidiram não responder aos questionamentos. Ficaram em silêncio: Bolsonaro, Michelle, Wajngarten e Câmara. Em nota, as defesas dos quatro disseram que tomaram essa decisão por julgarem que o Supremo não é a instância adequada para a investigação.

Wassef

O advogado Frederick Wassef é um dois oito que foram intimados pela PF. Wassef alegou ser vítima de fake news, disse que não cometeu nenhuma irregularidade e se esquivou de responder sobre a compra do relógio Rolex.

“Quero aproveitar o momento para dizer o seguinte: Eu tenho sido vítima de uma campanha covarde de fake news, eu estou absolutamente tranquilo, jamais cometi qualquer irregularidade ou ilícito”, disse.

“Eu, Frederick Wassef, jamais mudei de versão, jamais voltei atrás. Olha, tem 30 jornalistas aqui e eu sozinho, eu desafio um dos senhores, me mostre uma gravação, uma fala minha, onde eu disse que eu neguei que eu comprei o relógio, jamais”, completou.

Cid

O advogado Cezar Bitencourt, que defende o tenente-coronel Mauro Cid na Justiça, afirmou a jornalistas nesta sexta-feira (1º) que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro assumiu toda culpa pela venda das joias. A defesa do militar afirmou que Cid não acusou o ex-presidente de corrupção.

“Estão colocando palavras que não têm no Cid. Acusações ao Bolsonaro que não existem. O Cid assumiu tudo. Não colocou Bolsonaro em nada. Não tem nenhuma acusação em corrupção, envolvimento, suspeito de Bolsonaro. A defesa não está jogando o Cid contra o Bolsonaro”, disse o defensor.

Bittencourt não disponibilizou a íntegra do depoimento formal ou outros elementos entregues pela defesa sobre a responsabilidade de Mauro Cid.

“O que ele pegava era o dinheiro do presidente, os vencimentos dele e a aposentadoria, que dá em torno de R$ 70 mil. Esse era o dinheiro que o Cid pagava as contas dele [Bolsonaro].”

De acordo com a defesa, Cid fazia os pagamentos em dinheiro vivo porque seria uma preferência de Bolsonaro.

 

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