Segunda-feira, 13 de abril de 2026

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Voltar Café da manhã, sono e exercício ajudam a “destravar” a mente e lidar melhor com o estresse,

Adotar hábitos simples do dia a dia, como comer bem pela manhã, dormir o suficiente e se exercitar regularmente, pode ser a chave para enfrentar situações estressantes com mais equilíbrio.

Essa é a conclusão de um novo estudo da Universidade de Binghamton, que associa esses comportamentos ao desenvolvimento da chamada flexibilidade psicológica, uma habilidade essencial para lidar melhor com desafios.

A flexibilidade psicológica é a capacidade de adaptar pensamentos, emoções e comportamentos diante de situações em constante mudança de forma equilibrada e construtiva. Na prática, significa não ficar travado diante do estresse.

Segundo a pesquisadora Lina Begdache, pessoas com essa habilidade conseguem se distanciar emocionalmente de situações difíceis, processar o que estão sentindo e reagir de maneira mais adequada.

Um exemplo é alguém que perde um voo: em vez de entrar em pânico, essa pessoa consegue manter a calma, entender o problema e buscar alternativas, mesmo ainda se sentindo estressada.

Hábitos simples que fortalecem a mente

O estudo foi realizado com cerca de 400 estudantes universitários e investigou a relação entre alimentação, sono, exercícios físicos e saúde mental.

Os resultados mostram que práticas cotidianas podem influenciar diretamente a flexibilidade psicológica e, consequentemente, a resiliência:

Café da manhã frequente: consumir a refeição cinco ou mais vezes por semana está associado a maior resiliência, mediada pela flexibilidade psicológica.

Sono adequado: dormir menos de seis horas por noite está ligado a menor flexibilidade e menor capacidade de lidar com o estresse.

Exercício físico: praticar atividades por pelo menos 20 minutos por dia está associado a melhorias nessa habilidade.
Óleo de peixe: o consumo frequente também pode contribuir para a flexibilidade psicológica.

Maus hábitos têm efeito contrário

O estudo também aponta que a baixa flexibilidade psicológica – caracterizada por rigidez no pensamento e dificuldade de adaptação – está associada a comportamentos menos saudáveis. Entre eles estão: Falta de sono; Consumo frequente de fast-food.

Esses fatores podem dificultar a capacidade de lidar com emoções e situações estressantes.

Como a mente processa o estresse

De acordo com Begdache, a flexibilidade psicológica funciona como um “passo para trás” diante do estresse. Em vez de se sentir completamente dominada pela situação, a pessoa consegue identificar o que está sentindo e por quê. Esse processo ajuda a encontrar caminhos para lidar melhor com as emoções.

O elo entre estilo de vida e resiliência

Pesquisas anteriores já indicavam que uma alimentação de melhor qualidade está associada a maior resiliência. No entanto, o novo estudo acrescenta a flexibilidade psicológica como elemento central.

Segundo os autores, não é apenas a dieta ou o estilo de vida que tornam alguém resiliente. Esses fatores atuam ao desenvolver a flexibilidade psicológica. E é essa habilidade que, de fato, fortalece a capacidade de enfrentar o estresse.

O estudo “Fatores dietéticos e de estilo de vida e resiliência: o papel da flexibilidade psicológica como mediadora” foi publicado no Journal of American College Health.

Café da manhã influencia no funcionamento do cérebro e no humor

O médico nutrólogo Durval Ribas Filho destaca que o café da manhã ajuda o organismo a sair do jejum noturno e pode favorecer um início de dia com mais energia, mais estabilidade de glicemia e melhor disposição mental.

Os estudos mostram que, em adultos, ele pode trazer um benefício pequeno, mas consistente, principalmente para a memória, enquanto outros efeitos cognitivos variam mais entre as pessoas.

Além disso, manter o hábito de consumir um café da manhã equilibrado costuma estar associado a uma rotina mais organizada de sono, alimentação e autocuidado, o que também repercute no humor:

“Pular o café da manhã e não repor as energias com uma alimentação equilibrada ao despertar pode levar a uma dificuldade de foco, lentidão mental e certa irritabilidade em lidar com os desafios do dia a dia”, afirma.

 

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