Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 9 de fevereiro de 2026
A diretoria do Banco de Brasília (BRB) está revendo a política de patrocínios do banco estatal que foi adotada sob a gestão do ex-presidente Paulo Henrique Costa, afastado após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes de carteiras de crédito em conluio com o Banco Master.
Um patrocínio que chamou a atenção dos novos administradores foi à equipe sul-americana Mubadala Brazil SailGP Team, de barco à vela, no valor de R$ 26 milhões para as temporadas 2025 a 2027, na liga SailGP.
O Mubadala conta com atletas brasileiros como a medalhista olímpica Martine Grael, a primeira mulher a comandar um barco na competição, além de Marco Grael e Mateus Isaac, e atletas britânicos e neozelandeses.
O Sail GP conta com etapas em vários países do mundo, como Nova Zelândia, Austrália, Brasil (Rio de Janeiro), Espanha e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A meta da atual gestão é passar um pente-fino em ações do banco que não condizem com o novo plano de negócios, que buscará fortalecer o papel regional do BRB, e não mais buscar uma expansão nacional, como previa Paulo Henrique Costa.
“É salutar, em um primeiro momento, dar um passo atrás e voltar mais forte”, afirmou o novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao Estadão, ao destacar que a instituição voltará seu foco a ser um banco regional de desenvolvimento no Distrito Federal.
A instituição estatal aumentou em 14 vezes o gasto com eventos e outros apoios comerciais durante a gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB).
Em 2025, reservou R$ 125,8 milhões de gastos para esta rubrica. Em 2019, primeiro ano de governo do emedebista, a despesa total foi de R$ 7,2 milhões. Uma década atrás, o BRB gastava anualmente R$ 1 milhão com patrocínios.
O BRB vive uma crise de confiança desde a liquidação do Master e a descoberta de que o banco estatal comprou R$ 12,2 bilhões de créditos inexistentes da instituição de Daniel Vorcaro. O banco público também tentou comprar um pedaço da instituição, em proposta feita no dia 28 de março de 2025, mas teve o pedido negado pelo Banco Central em setembro do mesmo ano.
Desde novembro, quando o Master foi liquidado, o BRB já teve de vender R$ 5 bilhões em ativos para conseguir estancar a crise de liquidez da instituição. (Com O Estado de S.Paulo)
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