Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 11 de janeiro de 2026
O corpo de Kauan Victor da Silva, 22 anos, que morreu na Guerra da Ucrânia após se voluntariar para atuar no conflito, foi sepultado no país que o rapaz quis defender na batalha contra a Rússia. Segundo o Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, a família de Kauan decidiu não fazer o traslado do corpo ou das cinzas de Kauan, em respeito à vontade do rapaz manifestada ainda em vida. Ele foi sepultado na Ucrânia. A data do sepultamento não foi informada. A família espera agora a chegada de pertences de Kauan, que ainda estão no local onde ele viveu os últimos dias.
“A família está recebendo apoio do Gabinete e do Itamaraty e no momento aguarda apenas o retorno dos pertences de Kauan, que devem ser entregues ao setor consular do Itamaraty em Kiev ainda nos próximos dias”, informou o governo de Goiás.
Morador de Anápolis (GO), Kauan Victor da Silva trabalhava como sushiman em um restaurante de comida oriental e se voluntariou para atuar no conflito. Três meses depois, em dezembro de 2025 ele foi morto em confronto. A informação da morte divulgada no dia 13 daquele mês. Lá ele fez parte de uma unidade de estrangeiros voluntários. Silva teria morrido na segunda missão no local. Páginas de notícias da Ucrânia informaram que Kauan participou de um primeiro confronto e depois voltou à área para recuperar corpos de outros voluntários. Nesta ação, ele foi morto. Amigos relataram que ele tinha sonho de servir ao Exército e lamentaram a morte precoce do rapaz.
O restaurante onde Kauan trabalhou também se manifestou, prestando condolências à família e amigos do jovem. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com a família, amigos e todos que tiveram o privilégio de conviver com ele, deixando nossos mais sinceros sentimentos”, diz a publicação.
O Itamaraty informou que o Ministério das Relações Exteriores por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, presta a assistência consular cabível à família do nacional.
“Note-se que a prestação de assistência consular em situações que envolvem nacionais engajados em forças armadas de terceiros países apresenta especificidades, inerentes às obrigações contraídas no ato de alistamento e às circunstâncias no terreno de operações”, explicou.
Dados oficiais apontam que ao menos 17 brasileiros voluntários morreram na Guerra na Ucrânia, no Leste Europeu, enquanto 42 estão desaparecidos.
A Guerra na Ucrânia começou em 2022 e, segundo a ONU, mais de 14.300 civis morreram e 37.500 ficaram feridos, incluindo 3.000 crianças. (Com informações do portal de notícias Metrópoles)