Sexta-feira, 14 de junho de 2024

Sexta-feira, 14 de junho de 2024

Voltar Bolsonaro volta a questionar resultado da eleição

Conhecido por atacar as urnas eletrônicas e acusar o risco não comprovado de fraude no sistema eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a questionar a segurança no resultado das eleições de outubro de 2022, em que saiu derrotado no segundo turno para o atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com ele, “quem decidiu [o resultado] não foi o povo”.

“Ninguém entende o que aconteceu em outubro do ano passado. Se eu sou o ex mais querido do Brasil, não sou ex por causa do povo. A grande maioria do povo está conosco. Isso que aconteceu, dispenso palavras. Vocês bem sabem quem interferiu e quem decidiu nas eleições. Repito, quem decidiu não foi o povo. O povo não foi respeitado. Mas vamos considerar o ano passado uma página virada”, disse.

Bolsonaro mostrou ressentimento com a questão, apesar de dizer que o resultado já era uma “página virada”. “A dor é grande. Perder o jogo faz parte, mas a forma com que esse jogo foi jogado dói no coração”, declarou.

PEC

Logo depois de acusar uma interferência no processo eleitoral, Bolsonaro fez referência à proposta que limita os poderes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), freando as decisões monocráticas (concedidas por apenas um ministro). A pauta foi aprovada na última quarta-feira (22) pelo Senado e segue, agora, para análise na Câmara dos Deputados.

“Os fatos dessa semana, ocorridos entre dois poderes em Brasília, bem demonstram o quão podre é este sistema, por quanto tempo esse sistema dominou o nosso Brasil. […] Eu quero dizer que pesem as feridas, os ataques, as perseguições, aquilo que realmente nós não merecemos, mas isso tudo serve de vacina para nós garantirmos o futuro dessa garotada”, declarou no sábado (25), em evento do Partido Liberal no Rio de Janeiro.

Ao longo de seu mandato entre 2019 e 2022, e especialmente no ano eleitoral em que perdeu a reeleição, Bolsonaro alimentou embates com o Judiciário, a quem acusou diversas vezes de conceder decisões imparciais. O ex-presidente protagonizou momentos de tensão direta com o ministro Alexandre de Moraes, que também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições do último ano.

Inelegibilidade

Os ataques ao sistema eleitoral e à confiabilidade das urnas eletrônicas levaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a julgar ações que decretaram a inelegibilidade do ex-presidente até 2030. Com isso, ele ficou impedido de concorrer nas próximas 3 disputas eleitorais: 2024, 2026 e 2028.

O caso julgado em junho deste ano tratou de uma reunião do então chefe do Executivo com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022. Na ocasião, Bolsonaro fez uma apresentação em que questionou a lisura do sistema eleitoral brasileiro, as urnas eletrônicas e a atuação do STF e do TSE.

Em 29 de setembro, a Corte negou os recursos e manteve a inelegibilidade. Agora, Bolsonaro recorre ao STF para reverter a inelegibilidade.

Além desse caso, o ex-presidente também foi considerado responsável por violar leis que vedam o abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação nos atos de comemoração do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022.

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