Domingo, 23 de junho de 2024

Domingo, 23 de junho de 2024

Voltar Bolsonaro leva aliados para reunião em Buenos Aires com o novo presidente da Argentina

O ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados já chegaram a Buenos Aires e fizeram uma reunião fechada nesta sexta-feira com o presidente eleito da Argentina, Javiei Milei. Aos gritos de “leão e mito”, Milei e Bolsonaro posaram para uma foto, junto a um pequeno grupo de pessoas que participou da reunião.

Um vídeo distribuído pelo ex-secretário do Turismo Gilson Machado mostra o novo presidente da Argentina, ladeado pela ex-adversária eleitoral e futura ministra da Segurança Patricia Bullrich, conversando com Jair e Eduardo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto.

O encontro acontece dois dias antes da posse do presidente eleito argentino. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado, mas não comparecerá no domingo e será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

“Foi uma conversa entre amigos, ele fez um breve retrato do que vive a Argentina. A questão mais importante é a economia. Todo mundo sabe disso. A escola dele é a austríaca, a do Paulo Guedes é uma outra, a de Chicago, que tem os mesmos objetivos”, declarou Bolsonaro ao deixar o hotel onde se reuniu com Milei.

O ex-presidente disse, ainda, que Milei “vai ter que tomar medidas mais rápidas.

“Temos uma hiperinflação no horizonte. Ele pretende conter obviamente isso daí. O número de delegações que ele vai receber no domingo é muito grande e é um sinal de que a Argentina é um país muito importante para o mundo”, disse Bolsonaro, enfantizando que “a situação da Argentina é pior do que a do Brasil”.

A relação entre Milei e a família Bolsonaro nasceu há poucos anos, através de contatos em comum na região, entre eles o ex-candidato presidencial chileno de extrema direita José Antonio Kast. O presidente eleito da Argentina também tem diálogo fluido com Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que esteve na Argentina no primeiro turno da eleição. O ex-presidente Bolsonaro foi uma das primeiras pessoas que conversou com Milei após sua vitória, em 19 de novembro.

Preocupação

O vínculo entre ambos é um enorme obstáculo para a relação entre o governo eleito da Argentina e a administração de Luiz Inácio Lula da Silva. Na visão do governo brasileiro, segundo uma fonte do Palácio do Planalto, teme-se que Buenos Aires vire “uma meca da extrema direita, não apenas latino-americana, mas global”. A agenda internacional de Milei e suas alianças com lideranças estrangeiras são vistas como complicadores para uma boa relação com o governo Lula.

No começo da semana, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência confirmou que Lula não irá na posse, apesar das tentativas de aproximação nas últimas semanas. O presidente será representado pelo seu ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A presença na Argentina do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que segundo meios de comunicação argentinos participará da posse, também foi vista com preocupação por membros do governo brasileiro. Se a ideia de realizar uma cúpula entre países latino-americanos e a Ucrânia prosperar, como pretende Zelensky em acordo com Milei, o Brasil não participará do encontro, frisaram fontes do Palácio do Planalto.

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