Quarta-feira, 24 de julho de 2024

Quarta-feira, 24 de julho de 2024

Voltar Bolsa brasileira bate os 134 mil pontos, atingindo nova marca histórica; dólar tem leve alta

O Ibovespa, principal índice acionário da Bolsa de Valores brasileira, engatou o quarto pregão consecutivo de alta (0,49%) nessa quarta-feira (27) e fechou aos 134 mil pontos (134.194 pontos), renovando — mais uma vez — seu recorde histórico.

Na véspera, o índice fechou com alta de 0,59%, aos 133.533 pontos, então o maior patamar de fechamento da história. Com o resultado, passou a acumular ganhos de: 4,87% no mês e 21,69% no ano.

Nesta semana — a última do ano e com menor volume de negócios —, o mercado ainda aguarda algumas divulgações importantes, com destaque para dados de inflação e emprego no Brasil e da atividade econômica nos Estados Unidos.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar fechou em alta de 0,22%, cotado a R$ 4,83. Na véspera, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,79%, cotado a R$ 4,82, menor patamar desde 2 de agosto. Com o resultado, passou a acumular quedas de: 0,57% na semana, 1,68% no mês e 8,44% no ano.

Mercados

Com agenda esvaziada, a principal notícia do dia na economia ficou com o novo reajuste do salário mínimo nacional, que passará a R$ 1.412 a partir de 1º de janeiro de 2024 – R$ 92 a mais que os R$ 1.320 em vigor atualmente.

O cálculo tinha sido antecipado pelo g1 e inserido como previsão no Orçamento de 2024. Segundo o Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o decreto assinado antes de viajar para o recesso de fim de ano.

Não há data marcada para a publicação do documento, que pode acontecer até domingo (31). Quem recebe o salário mínimo (ou múltiplos dele) ou benefícios vinculados a esse valor, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), já recebe o total reajustado no início de fevereiro.

Além disso, o mercado segue na expectativa por um pronunciamento do ministro Fernando Haddad, que prometeu anunciar medidas para a economia em 2024 nos próximos dias. A equipe econômica do governo busca formas de aumentar a arrecadação e, assim, conseguir zerar o déficit fiscal em 2024, como está previsto no Orçamento.

Questionado por jornalistas na última terça (26) sobre quais serão, o ministro não quis adiantar. Mas disse que as propostas vão passar pela Casa Civil, pela análise do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e devem ser apresentadas à população ainda este ano.

O ministro da Fazenda também comemorou alguns resultados da economia no primeiro ano do governo e disse que ainda há “um caminho pela frente”.

“Nós vamos terminando o ano com bons indicadores em todas as partes. Emprego, inflação, câmbio, juro, tudo convergindo para o patamar que nós desejamos. Isso é fruto de um trabalho, tem que ter continuidade. Como é que se dá continuidade ao trabalho? Com transparência, capacidade de diálogo, capacidade de articulação”, afirmou Haddad.

Na agenda de indicadores, investidores aguardam novos dados, que podem mexer com os ânimos do mercado. A principal expectativa é pelo IPCA-15 e o desemprego de novembro por aqui. No exterior, o foco fica com os pedidos de seguro-desemprego e vendas de moradias nos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, inclusive, os principais índices de Wall Street também subiam nessa quarta, em meio às perspectivas de cortes nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

“Tradicionalmente, entre o Natal e o Ano Novo não há muita atividade, mas noto que uma emoção dominante de otimismo parece estar presente nesta semana”, disse Peter Andersen, fundador da Andersen Capital Management, à agência Reuters.

“Acredito que o Fed não aumentará os juros em 2024 e que a economia continuará a mostrar um pouso suave bem-sucedido. Isso deve fornecer uma base sólida para uma recuperação contínua em 2024.”

As apostas dos operadores de que o Fed fará um corte na taxa de juros em março estão atualmente em 84%, contra cerca de 21% no final de novembro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

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