Domingo, 23 de junho de 2024

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Voltar Black Friday: balanço parcial indica faturamento menor do que no ano passado no comércio digital

Contrariando expectativas de analistas que esperavam uma Black Friday com faturamento superior ao de 2022, até as 19h59 dessa sexta-feira, o faturamento havia atingido R$ 2,9 bilhões. O valor é 13,1% menor do que o registrado no ano passado em igual período de tempo, de acordo com a Neotrust, empresa de dados com foco no comércio digital, que previa uma alta de 12%.

A redução também acontece na quantidade de pedidos, que foi 12,9% menor que em 2022, alcançando 4,3 milhões até as 20h.

Para o head de vendas da Neotrust, Luís Otávio Cambraia, o resultado é reflexo da redução de vendas de celulares e aparelhos de TV que, apesar de serem os dois itens de maior procura deste ano, apresentaram demanda menor se comparada ao ano passado.

“Grande parte dessa perda vem da categoria de telefonia, que é muito importante, e está caindo por volta de 30%, no caso celulares, e também em TVs, que apresentam queda em relação ao ano passado”, afirma.

O médico Marcos Fernandes, de 27 anos, por exemplo, está monitorando preços de celulares pela internet, mas só pretende comprar o aparelho se achar o preço vantajoso. Ele até esteve em um Shopping em Botafogo, na Zona Sul do Rio, mas sua prioridade não era adquirir um celular.

“Caso eu veja que o aparelho que eu quero, atingiu um valor melhor do que tenho visto, eu compro ainda hoje. Mas, se eu não ver tanta diferença, eu aguardo, pois não é uma prioridade.”

Até mesmo o tíquete médio, que na manhã desta sexta-feira chegou a registrar crescimento de 0,8%, apresentou ligeira queda de 0,2% no balanço das 20h da Neotrust, para R$ 668,07, na comparação a igual período do ano passado.

Principais categorias em queda

Entre os produtos mais vendidos, destaque para os eletrodomésticos com 264 mil pedidos e faturamento de R$ 558 milhões, queda de 4,4%. Em seguida, eletrônicos com 222 mil pedidos e R$ 392 milhões em faturamento — queda de 18,6%.

Telefonia teve 155 mil pedidos e R$ 321 milhões em faturamento — queda de 35,1%. E, por fim, moda e acessórios com 705 mil pedidos e R$ 190 milhões em faturamento — queda de 0,2%.

Teve consumidor que preferiu ir até as lojas físicas em busca das melhores oportunidades. É o caso da administradora Gabriela Barbosa, de 26 anos, que até monitorou, pela internet, os preços de roupas, cosméticos e maquiagens, mas escolheu ir até o Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro, para fechar negócio.

“Vir direto à loja está valendo mais a pena do que comprar on-line, porque vejo muitos lugares cobrindo as ofertas da internet, promoções do site que estão valendo aqui também. Além disso, consigo experimentar as peças de roupa e escolher melhor.”

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