Sexta-feira, 24 de maio de 2024

Sexta-feira, 24 de maio de 2024

Voltar Bebida alcoólica é a real vilã da dieta nas festas de fim de ano e não a comida; veja a quantidade de calorias por drink

Os pratos das ceias de Natal e de Ano Novo levam, com frequência, a fama de vilões da dieta. O que os especialistas explicam é que, na verdade, o grande culpado, geralmente, não é a comida, mas o álcool.

Há quem intercale o peru, o salpicão, o arroz e o pudim com as bebidas alcoólicas. E é neste ponto que a ceia de fim de ano fica excessivamente calórica. Por exemplo: um prato com todos esses itens tem quase a mesma quantidade de calorias do que duas caipirinhas.

Antes de comparar comida com bebida, é preciso lembrar que o álcool tem um ponto de partida negativo: é uma fonte de caloria vazia. Ou seja, não tem nenhum nutriente ou benefício para o corpo, diferentemente dos alimentos.

Além disso, o álcool é uma substância tóxica e não existe dose segura para o consumo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Se pensarmos em calorias, a bebida alcóolica é a verdadeira vilã. Isso porque ela pode ter mais calorias que o alimento, sem entregar nenhum nutriente. E, como é líquida, as pessoas acabam consumindo em um volume maior”, diz Marina Nogueira, nutricionista e influenciadora sobre nutrição.

Só algumas tacinhas…

O álcool, de forma isolada, tem 7 calorias por grama. Isso é mais do que as calorias encontradas nos carboidratos e proteínas dos alimentos, que têm 4 calorias por grama. E chega perto da gordura, que tem 9 calorias por grama.

No entanto, a substância não é consumida pura, pois está presente em bebidas, que, no conjunto, são mais calóricas.

Veja as calorias por bebida alcoólica:

Dependendo da quantidade que se bebe, o ganho calórico ao beber pode superar o que se ganha ao comer. E, ainda que a quantidade seja moderada, a bebida faz subir a ingestão calórica sem o ganho de nenhum nutriente, mas causando outros prejuízos.

Em um prato típico com 100 gramas de peru, salpicão, arroz e uma porção de 100 gramas de pudim como sobremesa, a refeição vai ter cerca de 600 calorias. Ao consumir apenas duas caipirinhas, a pessoa estará ingerindo cerca de 500 calorias.

“As bebidas alcoólicas podem ser mais calóricas do que certos alimentos, especialmente se forem consumidas em grandes quantidades. O álcool em si contém calorias, e esse valor sobe muito quando incluído nas bebidas, especialmente as açucaradas ou misturadas com outros ingredientes também com alto teor calórico”, diz Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora na Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

E, antes de escolher na tabela a bebida menos calórica, vale a dica da nutricionista Marina Nogueira: a menos calórica é aquela que você toma menos.

Por exemplo, o espumante tem menos caloria que todas as outras bebidas, mas quantas taças de espumante você é capaz de tomar? Se a resposta for muitas, é melhor escolher outra bebida.

A nutróloga Marcella explica que, além de aumentar as calorias, o álcool, ao ser processado no corpo, inibe a queima de gordura.

O álcool ingerido é metabolizado no fígado.

Por ser uma substância tóxica para o corpo, o álcool tem prioridade na ação metabólica.

Assim, enquanto o fígado processa as bebidas ingeridas, ele inibe o metabolismo da gordura.

“Além disso, a substância pode desacelerar o metabolismo, tornando todo o processamento dos alimentos menos eficiente”, explica Marcella.

A nutricionista Mariana Nogueira explica que o “estrago do álcool na dieta” não é só pelas calorias da bebida em si, mas nos efeitos que podem fazer com que a pessoa coma mais.

As bebidas geram ocasiões para comer mais do que apenas a refeição principal: o vinho acompanha o queijo; a cerveja vai bem com batatas e amendoins.

As pessoas também buscam comer mais para evitar ficarem alcoolizadas mais rapidamente e, com isso, inibem o filtro que existia para escolhas nutricionais melhores.

Desidratação: a nutricionista explica que a bebida alcóolica causa desidratação e as pessoas podem confundir o sinal de sede com o de fome e acabar comendo mais.

“A ingestão de álcool e os efeitos vão muito além do momento em que estamos bebendo. Então, não é só olhar a caloria da bebida, mas o efeito que ela causa na sequência”, explica Marina.

A eliminação e absorção da bebida variam de pessoa para pessoa, já que a reação às bebidas é individual. Aproximadamente 90% da substância é absorvida na primeira hora e a eliminação total pode demorar até 12 horas.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário

No Ar: Show da Tarde